«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

segunda-feira, 6 de abril de 2026

As Mulheres de Afonso III - Maria Antonieta Costa


As Mulheres de Afonso III
Maria Antonieta Costa
1ª Edição: Fevreiro 2026
Editor: Clube do Autor
 
Sinopse
A história de um rei dividido entre o dever da coroa e a urgência do desejo.
Neste romance histórico, o trono de Portugal é observado através das sombras em que viveram as mulheres que amaram, temeram e desafiaram D. Afonso III.
Mas quem era o homem por trás das cortinas do poder?
Que mulheres marcaram a sua vida e influenciaram o seu reinado?
E quem pagou o preço das suas escolhas, na corte e no reino?
Um romance histórico original sobre um reinado determinante através dos relatos das mulheres que ajudaram a construir Portugal. Aqui, narram os seus sonhos, os seus corpos usados como moeda de troca ou como território de prazer. Falam das noites em que não dormiram e das guerras que travaram sem nunca empunhar uma espada.

Comentário:

O romance As Mulheres de Afonso III, de Maria Antonieta Costa, insere-se na tradição do romance histórico português, mas distingue-se pela perspetiva adotada: a história não é centrada no rei D. Afonso III, mas nas “sombras do poder” as mulheres que gravitaram em torno do seu poder.
A autora constrói uma narrativa que explora o contraste entre o dever régio e o desejo pessoal, apresentando um rei dividido entre a razão de Estado e as suas paixões. Contudo, o maior mérito da obra está na inversão do olhar histórico: são as vozes femininas — frequentemente silenciadas pela historiografia tradicional — que ganham protagonismo e reinterpretam o reinado a partir das margens do poder.
Essas mulheres surgem como figuras complexas, não apenas como amantes ou peças políticas, “moeda” de alianças, “objecto” de prazer, revelando a dureza da condição feminina na Idade Média.  Mas antes como mulheres com vontade, sofrimento e estratégias próprias.
Do ponto de vista literário, a escrita de Maria Antonieta Costa privilegia uma abordagem sensorial e intimista, aproximando o leitor das emoções e dilemas das personagens. A recriação histórica é consistente, sustentada pelo conhecimento académico da autora, mas nunca se sobrepõe à dimensão humana da narrativa. O resultado é um equilíbrio eficaz entre rigor histórico e dramatização ficcional.
Em síntese, As Mulheres de Afonso III é um romance que revisita a História de Portugal através de uma lente feminina e emocional, valorizando personagens frequentemente esquecidas. Mais do que um retrato de um rei, é uma reflexão sobre poder, desejo e o preço invisível das decisões políticas pago, muitas vezes, por quem não empunhava a espada, mas sofria as suas consequências.
 
Classificação: 9/10 

A GRANDE RUPTURA - Miguel Monjardino


A GRANDE RUPTURA

Miguel Monjardino
Professor de Geopolítica e Geoestratégica
Edição ou reimpressão: 18/02/2026
Chancela: Clube do Autor 
 
SINOPSE
Para Miguel Monjardino, estamos a viver a Grande Rutura. Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin e os seus aliados têm interesse em desmantelar a atual ordem internacional. Os proprietários de redes sociais e de grandes empresas tecnológicas partilham o mesmo objetivo para poderem aumentar a riqueza pessoal e concretizar as suas utopias tecnológicas. Esta é a hora dos novos Grandes Conquistadores.
O que intriga um ensaísta de política internacional são os possíveis futuros. Estes dependem sempre das consequências do passado histórico e das circunstâncias políticas do presente. Todavia, o que realmente acontece quando não temos o benefício do distanciamento que a passagem do tempo nos dá, nem toda a informação necessária para tentar compreender um determinado problema e ter
Uma opinião informada sobre ele?
 Até 2030, os contornos de uma nova ordem internacional devem ficar mais claros. Assim, o nosso principal desafio em Portugal e em muitos países europeus deverá ser interrogarmo-nos sobre o porquê destes factos, interpretá-los e formular as primeiras decisões de uma forma esclarecida. 

Comentário:
Em a Grande Ruptura, Miguel Monjardino analisa as profundas transformações na ordem internacional e os sinais de fragmentação do sistema global tal como o conhecemos.
Líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin surgem como protagonistas de uma fase de disputa estratégica que poderá redefinir equilíbrios políticos, económicos e militares.
O autor reflete ainda sobre o papel das grandes potências tecnológicas e sobre os desafios que Portugal e a U.E. - União Europeia, enfrentam perante a possível configuração de uma nova ordem mundial até 2030.
Uma leitura essencial para compreender equilíbrios políticos, económicos e militares e transformações na ordem internacional no século XXI.