As Mulheres de
Afonso III
Maria Antonieta Costa
1ª Edição: Fevreiro 2026
Editor: Clube do Autor
Sinopse
A história de um rei dividido entre o dever da coroa e a urgência do desejo.
Neste romance histórico, o trono de Portugal é observado através das sombras em que viveram as mulheres que amaram, temeram e desafiaram D. Afonso III.
Mas quem era o homem por trás das cortinas do poder?
Que mulheres marcaram a sua vida e influenciaram o seu reinado?
E quem pagou o preço das suas escolhas, na corte e no reino?
Um romance histórico original sobre um reinado determinante através dos relatos das mulheres que ajudaram a construir Portugal. Aqui, narram os seus sonhos, os seus corpos usados como moeda de troca ou como território de prazer. Falam das noites em que não dormiram e das guerras que travaram sem nunca empunhar uma espada.
Maria Antonieta Costa
1ª Edição: Fevreiro 2026
Editor: Clube do Autor
A história de um rei dividido entre o dever da coroa e a urgência do desejo.
Neste romance histórico, o trono de Portugal é observado através das sombras em que viveram as mulheres que amaram, temeram e desafiaram D. Afonso III.
Mas quem era o homem por trás das cortinas do poder?
Que mulheres marcaram a sua vida e influenciaram o seu reinado?
E quem pagou o preço das suas escolhas, na corte e no reino?
Um romance histórico original sobre um reinado determinante através dos relatos das mulheres que ajudaram a construir Portugal. Aqui, narram os seus sonhos, os seus corpos usados como moeda de troca ou como território de prazer. Falam das noites em que não dormiram e das guerras que travaram sem nunca empunhar uma espada.
Comentário:
O romance As Mulheres de Afonso III, de Maria Antonieta Costa,
insere-se na tradição do romance histórico português, mas distingue-se pela
perspetiva adotada: a história não é centrada no rei D. Afonso III, mas nas “sombras do poder” as mulheres que gravitaram em torno do seu poder.
A autora constrói uma narrativa que explora o contraste entre o dever régio e o desejo pessoal, apresentando um rei dividido entre a razão de Estado e as suas paixões. Contudo, o maior mérito da obra está na inversão do olhar histórico: são as vozes femininas — frequentemente silenciadas pela historiografia tradicional — que ganham protagonismo e reinterpretam o reinado a partir das margens do poder.
Essas mulheres surgem como figuras complexas, não apenas como amantes ou peças políticas, “moeda” de alianças, “objecto” de prazer, revelando a dureza da condição feminina na Idade Média. Mas antes como mulheres com vontade, sofrimento e estratégias próprias.
Do ponto de vista literário, a escrita de Maria Antonieta Costa privilegia uma abordagem sensorial e intimista, aproximando o leitor das emoções e dilemas das personagens. A recriação histórica é consistente, sustentada pelo conhecimento académico da autora, mas nunca se sobrepõe à dimensão humana da narrativa. O resultado é um equilíbrio eficaz entre rigor histórico e dramatização ficcional.
Em síntese, As Mulheres de Afonso III é um romance que revisita a História de Portugal através de uma lente feminina e emocional, valorizando personagens frequentemente esquecidas. Mais do que um retrato de um rei, é uma reflexão sobre poder, desejo e o preço invisível das decisões políticas pago, muitas vezes, por quem não empunhava a espada, mas sofria as suas consequências.
Classificação: 9/10
A autora constrói uma narrativa que explora o contraste entre o dever régio e o desejo pessoal, apresentando um rei dividido entre a razão de Estado e as suas paixões. Contudo, o maior mérito da obra está na inversão do olhar histórico: são as vozes femininas — frequentemente silenciadas pela historiografia tradicional — que ganham protagonismo e reinterpretam o reinado a partir das margens do poder.
Essas mulheres surgem como figuras complexas, não apenas como amantes ou peças políticas, “moeda” de alianças, “objecto” de prazer, revelando a dureza da condição feminina na Idade Média. Mas antes como mulheres com vontade, sofrimento e estratégias próprias.
Do ponto de vista literário, a escrita de Maria Antonieta Costa privilegia uma abordagem sensorial e intimista, aproximando o leitor das emoções e dilemas das personagens. A recriação histórica é consistente, sustentada pelo conhecimento académico da autora, mas nunca se sobrepõe à dimensão humana da narrativa. O resultado é um equilíbrio eficaz entre rigor histórico e dramatização ficcional.
Em síntese, As Mulheres de Afonso III é um romance que revisita a História de Portugal através de uma lente feminina e emocional, valorizando personagens frequentemente esquecidas. Mais do que um retrato de um rei, é uma reflexão sobre poder, desejo e o preço invisível das decisões políticas pago, muitas vezes, por quem não empunhava a espada, mas sofria as suas consequências.

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