«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

“Maria da Fonte” em Macedo de Cavaleiros


 

“Maria da Fonte” em Macedo de Cavaleiros

A estatua situada ao cimo do Jardim 1º Maio, destinava-se a Santo Tirso, mas talvez o destino quisesse que ela ficasse em Macedo de Cavaleiros. Como não houve acordo quanto ao preço (cem mil escudos) entre o escultor António Teixeira Lopes e a Câmara Municipal de Santo Tirso, a estatua ficou não saiu do ateliê de Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia.

Anos mais tarde, em 1952, dez anos depois da morte de António Teixeira Lopes, falecido a 21 Junho de 1942, foi o Vereador (Municipal de Macedo de Cavaleiros) Dr. Acácio Pimentel, descobrir a “nossa Maria da Fonte” na Casa-Museu Teixeira Lopes em Vila Nova de Gaia e adquiri-la pela quantia de vinte mil escudos.

O seu nome nada tem a ver com a Revolução da Maria da Fonte (1846); foram os Macedenses que assim a batizaram “Maria da Fonte”. Na sua base deveria ter sido colocada uma placa com a quadra:

“A vila de Macedo

De pequenina tem graça

Tem um chafariz no meio

Que dá de beber a quem passa”

Afinal nem a quadra nem o nome do escultor ficaram nela gravados.

Embora a “Maria da Fonte” não seja, propriamente, o “ex-libris” de Macedo de Cavaleiros, quiçá a possamos ver como uma homenagem a todas “as Marias” (mulheres) de Macedo de Cavaleiros.

 

João Marques de Oliveira

Blogue: biblioteca jmo


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