«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A vida privada dos Bragança - Ana Cristina Pereira / Joana Troni



A vida privada dos Bragança
- DE D. JOÃO IV A D MANUEL II: O DIA A DIA NA CORTE -

Ana Cristina Pereira
Joana Troni


Sinopse:

Como se realizavam as festas de casamento, batizados e procissões? Quais os divertimentos da corte e como se passavam os serões no Paço? Quem frequentava os bailes, as corridas de touros ou a ópera italiana? Para onde se deslocava a família real durante as férias de verão? Como eram organizados os bailes de máscaras no Carnaval? Quem vestia o rei e a rainha, quem os servia? Como brincavam os príncipes e as princesas? As historiadoras Ana Cristina Pereira e Joana Troni, autoras de Amantes dos Reis de Portugal e Amantes dos Reis de França, relatam-nos o quotidiano da corte dos Bragança. Da conquista do trono por D. João IV, em 1640, que inicia a quarta dinastia, até ao último rei de Portugal, D. Manuel II. Ao longo destas páginas encontramos a despedida de D. Catarina de Bragança de partida para Inglaterra para se tornar rainha, que mobilizou a cidade de Lisboa em animados festejos. A aclamação de D. João V que rompe com a austeridade dos anos anteriores e traz esplendor para a corte nacional, mas que fica marcada por um episódio conhecido como «boicote das damas». Conhecemos a vida familiar da rainha D. Maria II que gostava de passar o serão a bordar junto das crianças enquanto o seu marido D. Fernando organizava a sua coleção de gravuras. E a paixão pelo mar de D. Carlos que juntamente com a sua mulher D. Amélia tiveram de viver numa corte com custos controlados, em que as festas eram mais modestas.

Classificação: BOM



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Galveias - José Luís Peixoto

Galveias

Galveias
Páginas: 280
Editor: Quetzal Editores

Sinopse
Galveias está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre a ruralidade portuguesa.
O universo toca uma pequena vila com um mistério imenso. Esse é o ponto de acesso ao elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, ergue um mundo.
Como uma condensação de portugalidade,
 Galveias é um retrato de vida, imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda.
Críticas de imprensa
«Como Saramago, José Luís Peixoto é um escritor tocado pelo génio.»
Urbano Tavares Rodrigues


«Estamos perante um grande ficcionista e, também, um grande prosador da língua portuguesa, capaz de extraordinárias notações do real, de ritmos inovadores e até de uma relação estrutural com as formas musicais que não tem precedentes entre nós.»
Vasco Graça Moura


«Um dos escritores mais dotados do seu país.»
Le Monde


«Peixoto tem uma extraordinária forma de interpretar o mundo, expressa pelas suas escolhas certeiras de linguagem e de imagens.»
Times Literary Supplement


«Peixoto articula um interessante discurso sobre a identidade e a orfandade, e elabora em paralelo um maravilhoso retrato psicológico do mundo rural português.»
El País


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Segredos de Amor e Sangue - Francisco Moita Flores

Segredos de Amor e Sangue

Segredos de Amor e Sangue

Francisco Moita Flores

Editor: Casa das Letras

SINOPSE
"Segredos de Amor e Sangue" é um regresso do autor à época em que Diogo Alves, o célebre galego que matava no Aqueduto das Águas Livres, era o grande protagonista do crime em Lisboa. Em 1997 escreveu o argumento para o filme «A Morte de Diogo Alves» que venceu o Grande Prémio de Ficção da RTP. Agora, traz o célebre criminoso de volta como pretexto para reconstruir a Lisboa popular dos anos trinta do século xix, um tempo em que a cidade se despia dos antigos trajes pré-liberais e dava os primeiros passos no Liberalismo emergente. Marcado pela violência e pela pobreza, este romance é uma história de ternura e de paixão, num tempo agreste, onde a força do Amor e das Letras se impõe à voracidade da guerra e do crime, num país que tinha uma população com noventa porcento de analfabetos. É um romance com histórias apaixonadas, de amor e morte, de fascínio pela descoberta das palavras escritas em português. Manuel Alcanhões, o narrador, eternamente apaixonado por Isabel, taberneiro em Alfama, testemunha a chegada do Portugal Moderno que vai aprendendo com as lições de um padre miguelista.

CLASSIFICAÇÃO MUITO BOM

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Regente D. Pedro Principie Europeu - Mário Domingues




O Regente D. Pedro Principe Europeu
Autor: Mário Domingues
Coleção: História de Portugal - n.º 7
Edição: Empresa Nacional de Publicidade; Lisboa 


«Se é certo que as crónicas de Fernão Lopes constituem documento precioso e imprescindível na reconstituição de uma das mais agitadas e fecundas épocas de toda a história lusitana, não menos certo é que nem tudo nesses belos escritos se deve aceitar como artigo de fé. Impõe-se-lhe uma meticulosa revisão, que já alguns historiógrafos modernos iniciaram e que pode ocupar ainda muitos anos de aturado labor de investigação e análise. E o que se verifica em relação a Fernão Lopes repete-se em referência a todos os outros cronistas dos mais sumptuosos séculos da vida nacional. Registaram muitas e valiosas verdades, mas, em contrapartida, por simpatia pessoal ou por momentânea conveniência política, deturparam inúmeros factos e até caluniaram ou apoucaram homens, que, em boa justiça, largamente mereciam mais alto relevo.
Um dos grandes, dos verdadeiramente gloriosos vultos portugueses, durante séculos vítima da má vontade dos cronistas peitados pelos seus inimigos, que só não apagaram totalmente a sua presença na história, porque ele vinculou profundamente a seu lugar, foi o infante Pedro, filho de João I e de D. Filipa de Lencastre. Uma cilada traiçoeira o arredou deste mudo, numa idade em que tantos serviços ainda poderia prestar à nação; e uma espécie de conjura, a de cronistas, adulterou, minimizou e por vezes esqueceu os actos mais brilhantes da vida deste príncipe, que tão alto ergueu na Europa o prestígio de Portugal e tão equitativa, progressiva e humanamente governou o reino, durante a sua curta, mas fecunda regência, que ninguém agradeceu. Começa-se agora a fazer-lhe justiça. Embora por vezes tardiamente, a história nunca deixa de repor os homens e os sucessos no seu devido lugar. E para o regente Pedro, irmão do rei Duarte I, a sua hora de glória já chegou.

A Ínclita Geração
Pode afirmar-se que nenhum dos filhos que resultaram do enlace matrimonial de João I com D. Filipa de Lencastre, saiu de inferior qualidade. Numa prole muito numerosa, raramente se aproveitam todos os rebentos. Há quase sempre um, pelo menos, que destoa do conjunto. O povo chama-lhes a ovelha tinhosa do rebanho. Mas os régios cônjuges que fundaram a segunda dinastia lusitana, a mais sumptuosa da história nacional e porventura a mais importante e progressiva da Europa de então, não tiveram a lamentar senão os filhes que morreram em tenra idade, porque os outros, os que chegaram a adultos, distinguiram-se por predicados fora do comum e alguns deles vincularam o seu lugar neste mundo por forma indelével. O epíteto de Ínclita Geração, com que a história qualificou os filhos de D. Filipa, tão britânica no aspecto e na índole, e do mestre de Avis, tão português em seu sangue meio plebeu, ajusta-se-lhes de uma maneira perfeita.
O matrimónio de João I e de D. Filipa de Lencastre celebrou-se no Porto, em 1387. Cerca de dois anos mais tarde, em 1390, nasceu o primeiro filho, Afonso, que não durou mais de duas escassas primaveras. Quando este faleceu, já entretanto, em 1391, tinha nascido Duarte, que viria a ser rei. Em 1392, surgiu Pedro, que tão honroso e vasto lugar ocuparia na política portuguesa e tão espontânea simpatia havia de conquistar nas cortes da Europa por onde iria passar. Em 1394, nasceu Henrique, para, com suas insistentes iniciativas marítimas, mudar a face do mundo. Uma menina, vinda à luz em 1395, faleceu de pouca idade. Malogrou-se em seguida outro parto; mas, em 1397, surgiu a infanta Isabel, que, em 1430, na cidade de Bruges, casaria com Filipe, o Bom, duque de Borgonha, e, falhando por um triz vir a ser rainha de França, daria ao mundo o célebre Carlos, o Temerário, que tanto se orgulhava de ser neto de João I de Portugal.
Não se deteve D. Filipa no seu afã de aumentar a família real, pois em 1400 deu à luz o infante João, moço esclarecido e recto, que faleceu ainda jovem. Por fim, em 1402, de novo a metódica e cumpridora inglesa, já quarentona, num derradeiro esforço para bem desempenhar a sua missão de esposa e rainha, enriqueceu a nação com o infante Fernando, que viria a falecer cativo em Fez, garantindo ao reino, com o seu martírio, a posse de Ceuta.
Foram os infantes Fernando e Pedro os que sofreram morte mais injusta e cruel, embora cada um por motivos diferentes, e ambos em consequência de erros cometidos por um irmão:
  • Se o cativeiro e morte dramática do jovem infante Fernando tiveram sua origem na leviandade com que o infante Henrique intentou a conquista de Tânger;
  • a desgraça, e morte do infante Pedro resultaram das ambições e da inveja de Afonso, bastardo de João I, que não podendo conformar-se com sua bastardia, ambicionava o trono, do qual o pai, esquecido de que também era bastardo, sempre o afastara discreta, mas firmemente.
O mestre de Avis, antes de conhecer D. Filipa, mesmo muito antes de sonhar que viria a ser rei de Portugal, nas suas andanças pelo Alentejo, tomara-se de amores por uma jovem plebeia de olhos negros, filha de Mendo da Guada, de Veiros. Desses amores nascera Afonso, em 1377. A mãe foi metida pelo mestre no convento de Santos, em Lisboa. Vergado ao desgosto da mancha que caíra sobre a honra da família, o pai da jovem resolvera deixar crescer a barba, pelo que lhe veio o apodo de Barbadão. Nutria pelo sedutor um estranho ódio. Conta-se que Joãoao tempo ainda mestre de Avis, encontrando-o uma vez no seu caminho, lhe perguntou:
  • Não havereis já de acabar com essa melancolia? Sim, quando acabar convosco, respondeu de pronto o Barbadão.
E arremeteu sobre ele com tanto ímpeto, que tê-lo-ia prostrado, se um, galão providencial do cavalo o não desviasse do golpe. Pois, este neto do Barbadão, que teria uns dez anos de idade quando seu pai se casou com D. Filipa, viria a ser duque de Bragança e, depois do monarca, o fidalgo mais rico do reino. Todas estas riquezas e honrarias, porém, lhe pareciam coisa pouca. Só o trono, para ele, ou para os seus descendentes, satisfaria a sua imensa sede de grandeza. Mas essa sede só viria a mitigar-se noOutro Mundo, após a queda dos Filipes, na Restauração, mais de dois séculos decorridos sobre as torpes intrigas e as traiçoeiras conjuras da história desse período. A primeira vítima inocente da luta dos Braganças pela posse do trono foi precisamente o infante Pedro, o mais nobre e mais leal príncipe europeu da primeira metade do século XV». In Mário Domingues, O Regente Pedro, Príncipe Europeu, Empresa Nacional de Publicidade, Colecção de História de Portugal, nº 7, Lisboa, 1964



OPINIÃO:   
Como qualquer outro livro de Mário Domingue, uma verdadeira lição de História de Portugal, com uma interpretação e analise dos  factos lucida e esclarecida, dando uma visão  da vida de D. Pedro  e da sua atuação enquanto Regente,  fundamentada e enquadrada nos acontecimentos tendo por base a intriga "politica" e o jogo de interesses existentes no reino durante este período em Portugal  e na Europa.
MUITO BOM

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

História Trágico Marítima - Bernardo Gomes de Brito



História Trágico Marítima
Bernardo Gomes de Brito
Circulo de Leitores

Sobre a obra
História Trágico-Marítima é uma "colecção de relações e notícias de naufragios, e successos infelizes, acontecidos aos navegadores portuguezes", reunidos por Bernardo Gomes de Brito, e publicados em dois tomos em 1735 e 1736, durante o reinado de D. João V, vigésimo-quarto rei de Portugal, a quem o autor oferece a obra no frontispício.
O título completo da obra é:
História trágico-marítima, em que se escrevem chronologicamente os naufragios que tiveram as naus de Portugal, depois que se poz em exercício a Navegação da Índia.
A obra foi impressa em Lisboa, na Officina da Congregação do Oratório. Os dois tomos abrem com uma dedicatória ao rei D. João V, impressa em grandes caracteres itálicos, adornada com o escudo de armas reais portuguesas. Ao longo da obra podemos também ver elementos decorativos típicos ao estilo da época ― capitais, cabeções e vinhetas ornamentais.
A glória dos Descobrimentos teve o seu preço, a sua desgraça. Camões, n'Os Lusíadas, pôs as mães e as esposas a chorar a perda dos filhos e dos maridos (IV, 90-91), o Velho do Restelo a avisar os navegadores das nefastas consequências da viagem (IV, 95-97), o Adamastor a profetizar naufrágios, narrando o mais famoso de todos: o naufrágio de Manuel de Sousa Sepúlveda.
Fernando Pessoa imortalizou a grandeza e a desgraça no poema "Mar Português" de Mensagem: «Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal. / Por te cruzarmos, quantas mães choraram, / Quantos filhos em vão rezaram! / Quantas noivas ficaram por casar / Para que fosses nosso, ó mar!»
Não faltaram, pois, narrativas das desventuras e dores que sempre acompanharam os que quiseram "passar além do Bojador", a principal das quais tem mesmo o título de História Trágico-Marítima, compilada por Bernardo Gomes de Brito (1688-?) e publicada em dois volumes, datando o primeiro de 1735 e o outro de 1736. Trata-se de um conjunto de doze relatos de naufrágios, baseados em episódios verídicos da gesta dos Descobrimentos.
São, de uma maneira geral, relatos apreciados pela qualidade da prosa e pelo seu extremo realismo. Um dos mais conhecidos fica a dever-se a Jerónimo Corte-Real (1530?-1590?), que narrou o Naufrágio e Lastimoso Sucesso da Perdição de Manuel de Sousa Sepúlveda (1594).

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Evangelii Gaudium - A Alegria do Evangelho - Papa Francisco





Título: Evangelii Gaudium - A Alegria do Evangelho 
Autor: Papa Francisco 
Coleção: Magistério 
Secção: Exortações Apostólicas 
Formato: 13 cm x 21 cm 
Páginas: 208 
Editora: Paulus Editora 
ISBN: 9789723017700 



SINOPSE

Por ocasião do final do Ano da Fé, o Papa Francisco publica a sua primeira Exortação Apostólica que traz as recomendações emersas no Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização (outubro de 2012), convida os fiéis cristãos a uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria e pelo compromisso e indica caminhos para a marcha da Igreja nos próximos anos. Nos seus cinco capítulos, aborda os temas da transformação missionária da Igreja, a crise do compromisso comunitário, o anúncio do Evangelho, a dimensão social da evangelização e a evangelização com Espírito.

Terminada a leitura...brevemente comentário.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Francisco de Assis e Francisco de Roma - Leonardo Boff



Francisco de Assis e Francisco de Roma

 logo


Sinopse
«Nenhum papa na história da Igreja escolheu para si o nome de Francisco. Houve muitos com o nome de Leão, Gregório, Bento e Pio, entre outros. Escolher o nome de Francisco, pensando em São Francisco de Assis, seria, para os papas anteriores, uma grande contradição. Isto porque os papas viviam em palácios, detinham muitos títulos honoríficos, concentravam nas suas mãos todo o poder religioso e, durante muito tempo, também o poder secular, e possuíam territórios (Estados Pontifícios), exércitos, muitos tesouros e bancos. Uniam na sua pessoa o Imperium e o Sacerdotium. Ora, era tudo o que São Francisco não queria para si nem para os seus seguidores. Todos deviam ser freis (fratres, corruptela de frater, irmão, em latim medieval). Chamavam-se menores (os sem poder) por contraposição aos maiores (os nobres, os grandes senhores feudais e os ricos comerciantes). São Francisco e estes freis optaram por viver no chão da vida (in plano subsistere), juntamente com o povo, os pobres e os rejeitados da sociedade, como os leprosos.
Se um Papa, vindo da periferia do mundo, fora da velha cristandade europeia, para surpresa de todos, escolhe o nome de Francisco é porque deseja transmitir, apenas pelo nome, um recado a toda a gente. O recado é: de agora em diante tentar-se-á um novo modo de exercer o papado, despojado de títulos e de símbolos de poder e procurar-se-á dar ênfase a uma Igreja inspirada na vida e no exemplo de São Francisco de Assis: na pobreza, na simplicidade, na humildade, na confraternização entre todos, seres da natureza e a própria «irmã e Mãe Terra» incluídos. É um projeto ousado mas necessário, pois corresponde melhor à Tradição de Jesus e às exigências evangélicas, e responde sobretudo às exigências de um mundo globalizado dentro do qual a Igreja deverá encontrar, humildemente e sem exclusividade, o seu lugar ao lado e juntamente com outras Igrejas, religiões e caminhos espirituais.»

Leonardo Boff
Leonardo Boff nasceu em Santa Catarina, no Brasil, em 1938. Licenciado em Filosofia e doutorado em Teologia, ingressou na Ordem Franciscanos em 1959. Durante vinte e dois anos, foi professor de Teologia Sistemática e Ecuménica em Petrópolis, no Instituto Teológico Franciscano, professor de Teologia e Espiritualidade em vários centros de estudo e universidades no Brasil e no estrangeiro; além de professor-visitante nas universidades de Lisboa, Salamanca, Harvard, Basel e Heidelberg.
Foi um dos pioneiros da conhecida Teologia da Libertação, uma reflexão que procura articular a indignação perante a miséria e a marginalização com as virtudes cristãs da fé e da esperança. Foi desde sempre um árduo defensor da causa dos Direitos Humanos.
Em 1984, devido às suas teses ligadas à Teologia da Libertação, apresentadas no livro Igreja: Carisma e Poder, foi submetido a um processo pela Sagrada Congregação para a Defesa da Fé, no Vaticano, condenado a um ano de «silêncio obsequioso» e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso. Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986, podendo então retomar algumas das suas actividades.
Em 1992, ao ser novamente ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas actividades de padre e promoveu-se ao estado leigo. Usando as suas palavras: «mudou de trincheira para continuar a mesma luta»; continua o seu trabalho como teólogo da libertação, escritor, professor e conferencista nos mais diferentes auditórios de todo o mundo, e é assessor de movimentos sociais de cunho popular libertador, como o Movimento dos Sem-Terra, entre outros.
Em 1993 começou a leccionar Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É autor de mais de sessenta livros nas áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística, traduzidos e publicados em todo o mundo.



MUITO BOM
COMENTÁRIO .....


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Bala Santa - Luís Miguel Rocha



BALA SANTA

Luís Miguel Rocha

  • Livro de Bolso em Português 
  • Porto Editora Lda / Bertrand Editora Lda


SINOPSE

Que acontecimentos estiveram por detrás da tentativa de assassinato do Papa na praça do Vaticano em 1981? Quem é, e o que sabia verdadeiramente Alia Agca, o turco que disparou contra João Paulo II? Que forças ocultas gerem os destinos da igreja católica e conseguem nomear e destronar Papas, ocultando impunemente as suas ações? Uma jornalista internacional, um ex-militar português, um muçulmano que vê a Virgem Maria, um padre muito pouco ortodoxo que trabalha directamente sob as ordens do sumo-pontífice, vários agentes dos serviços secretos mais influentes do mundo e muitos outros personagens dos quatro cantos do globo, envolvem-se numa busca pela verdade e descobrem que ela nem sempre é útil. Pelo menos não o foi para João Paulo II.

OPINIÃO

Não gostei, a narrativa é enfadonha cansativa e não desenvolve a estória de fundo do livro - "Que acontecimentos estiveram por detrás da tentativa de assassinato do Papa na praça do Vaticano em 1981?" Grande parte do livro descreve as andanças do Padre Rafael, pela Europa fora sem se perceber o motivo. Não tem o suspense e mistério que caraterizam os outros romances de Autor ( O ÚLTIMO PAPA / A MENTIRA SAGRADA / A FILHA DO PAPA ). 
FRACO.







quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Última Carta de Carlota Joaquina - José Manuel Saraiva



A Última Carta de Carlota Joaquina

José Manuel Saraiva

Edição Porto Editora


Sinopse (da contra capa do livro)

A Princesa Carlota Joaquina não era uma mulher bela nem sequer delicada, mas o que lhe faltava em graciosidade tinha de sobra em ambição, inteligência e firmeza. Entre o abandono de um marido fraco e beato e o desprezo por uma sogra louca, Carlota Joaquina procurou sempre satisfazer, sem olhar a meios, os seus anseios pessoais, as suas aspirações políticas e os seus apetites sexuais…


Com uma escrita elegante e o inconfundível estilo satírico a que já nos habituou com os seus bestsellers Rosa Brava e Aos Olhos de Deus, José Manuel Saraiva relata-nos agora, de forma notável, como terá decorrido essa extraordinária aventura que foi a viagem marítima da Corte Real para o Brasil, naquele ano de 1808….


OPINIÃO

Contar a viagem da Corte Portuguesa para o Brasil e a chegada desta ao "NOVO MUNDO" a partir de uma carta  de Carlota Joaquina, ainda que imaginada, é uma forma criativa de construir o livro  e abordar aquela histórica viagem, O Autor consegue narrar os acontecimentos por quem os viveu, o que torna interessante e até hilariante, a estória do que teria sido a travessia do Atelânico por aquela quantidade de gente em debandada. O livro é de fácil leitura tornando-se agradável seguir tão atribulada viagem. Apesar de não existirem elementos que possam documentar como teriam sido passados aqueles longos 70 dias a bordo da nau Afonso de Albuquerque, a estória que o autor nos conta através da carta de Carlota Joaquina tem verossimilhança,  é fácil acreditar que assim tivesse sido, até porque as "notas" que o autor faz de esclarecimento de alguns dados históricos, à margem da carta/narrativa, enquadra bem a "fantasia"  nos factos conhecidos da viagem.

BOM    

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Patrick Modiano é o Nobel da Literatura 2014

Patrick Modiano é o Nobel da Literatura 2014                  

(NOTICIA -  JORNAL PÚBLICO)
"Pela arte da memória com a qual ele evocou os destinos humanos mais inatingíveis e descobriu a vida do mundo da ocupação [alemã] ".

O escritor francês Patrick Modiano é o galardoado com o Prémio Nobel da Literatura 2014, com 69 anos, recebeu já alguns dos mais importantes galardões franceses como o Prémio Goncourt em 1978, o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa, em 1972, e o Grande Prémio Nacional das Letras de França, em 1996.


Em Portugal, Modiano tem editado O Horizonte  (Porto Editora, 2011), No Café da Juventude Perdida (ASA, 2009),Dora Bruder (ASA, 1998), Um Circo que Passa (Dom Quixote, 1994), Domingos de Agosto (Dom Quixote, 1988),A Rua das Lojas Escuras (Relógio d'Água, 1988).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

D. João III - Mário Domingies



D. João III
O Homem e a Sua Época
Mário Domingues
Editora- Romano Torres


Sinopse:

Evocação Histórica de D. João III , faz uma análise critica do monarca, do reinado e da sua época – expansão portuguesa, lutas no Oriente, crise interna, a Inquisição.

OPINIÃO

Uma verdeira lição de História! A obra faz uma narrativa e analise critica do reinado de D. João III, identificando as causas da crise em que o império Português entrou neste reinado, principalmente no Oriente, agravada pelo estabelecimento da inquisição em Portugal, com todas as consequências negativas que dai vieram. Mário Domingues não sendo um Historiador, foi sem duvida um grande divulgador da História de Portugal, apresentando  sempre nos seus livros uma visão, uma interpretação e analise dos factos históricos ao nível dos  mais conceituados Historiadores, mas talvez pelo facto de ser  um historiador autodidata,  Jornalista de profissão,  as suas obras sejam tão interessantes e criticas da Historia Nacional.
É sempre com agrado que leio um livro de Mário Domingues e com ele viajo pela nossa História.
MUITO BOM 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Luz - Stephen King




A Luz 
Stephen King 
Biblioteca Sábado

Sinopse:


Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

OPINIÃO

Nunca tenha lido este autor, nem o gênero - suspense/terror - fazia parte dos meus gostos  literários. Mas este livros cativou-me do principio ao fim, a estória é interessante e levou-me sempre a virar a página. Gostei - BOM