«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O Degrau 33 - Luís Zueco

O Degrau 33
Luís Zueco
 
Editora: Alma dos Livros
Edição: Abril 2026
 
SINOPSE
Madrid, 2012
 
Silvia leva uma vida serena e previsível. Trabalha na Biblioteca Nacional, partilha o quotidiano com um sólido grupo de amigas e encontra refúgio, noite após noite, nas páginas dos livros antigos, que coleciona com verdadeira devoção. Mas essa tranquilidade desfaz-se no instante em que um manuscrito enigmático chega às suas mãos. Um documento cuja origem é tão obscura como perigosa — e que mudará para sempre o rumo da sua vida.
Aquilo que não sabemos é mais forte do que aquilo que tememos.
Quando Silvia percebe que está a ser seguida e que a sua vida corre verdadeiro perigo, não lhe resta alternativa senão pedir ajuda a Alex, um especialista em castelos medievais. Juntos, embarcam numa investigação que os levará a percorrer vários castelos, decifrando símbolos, mensagens ocultas e pistas gravadas na própria arquitetura. Uma corrida contra o tempo em que terão de fugir de ladrões de arte, enfrentar polícias experientes e escapar de assassinos sem escrúpulos, dispostos a tudo para proteger um segredo antigo.

Comentário:

“O Degrau 33”, de Luís Zueco, é um “Thriler Histórico” bem construído: o autor descreve monumentos, cidades e interiores com minúcia visual, tornando o cenário quase um personagem, com capítulos curtos e ganchos eficazes mantêm a curiosidade acesa, com boa dosagem de mistério, pistas e reviravoltas. As referências à arquitetura medieval e a simbologia dão densidade e suspense à narrativa e um ritmo de thriller. Zueco parte de um ”enigma” a simbologia das marcas de pereiro, para tecer uma trama que alterna passado e presente, explorando bem esse secretismo para prender o leitor.

Apesar de algumas imprecisões quanto à História de Portugal: pagina 16 sic “... E o rei português D. Henrique, o Navegador, decretou a pena de morte para quem enviasse mapas para o estrangeiro...”. Esta afirmação não está correta.

D. Henrique, o Navegador, não foi rei de Portugal. O Infante D. Henrique foi o impulsionador dos Descobrimentos Portugueses. O rei português que decretou a pena de morte para quem enviasse mapas para o estrangeiro, foi D. João II.

Vale especialmente pelo modo como Zueco leva o leitor visitar alguns Castelos de Espanha e Portugal em busca das marcas de pedreiro, criando assim um bom “Thriler Histórico”.

Classificação: 8/10

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