Luís Zueco
Edição: Abril 2026
Madrid, 2012
Aquilo que não sabemos é mais forte do que aquilo que tememos.
Quando Silvia percebe que está a ser seguida e que a sua vida corre verdadeiro perigo, não lhe resta alternativa senão pedir ajuda a Alex, um especialista em castelos medievais. Juntos, embarcam numa investigação que os levará a percorrer vários castelos, decifrando símbolos, mensagens ocultas e pistas gravadas na própria arquitetura. Uma corrida contra o tempo em que terão de fugir de ladrões de arte, enfrentar polícias experientes e escapar de assassinos sem escrúpulos, dispostos a tudo para proteger um segredo antigo.
Comentário:
“O Degrau 33”, de Luís Zueco, é um “Thriler Histórico” bem construído: o autor descreve monumentos, cidades e interiores com minúcia visual, tornando o cenário quase um personagem, com capítulos curtos e ganchos eficazes mantêm a curiosidade acesa, com boa dosagem de mistério, pistas e reviravoltas. As referências à arquitetura medieval e a simbologia dão densidade e suspense à narrativa e um ritmo de thriller. Zueco parte de um ”enigma” a simbologia das marcas de pereiro, para tecer uma trama que alterna passado e presente, explorando bem esse secretismo para prender o leitor.
Apesar de algumas imprecisões quanto
à História de Portugal: pagina 16 sic “... E o rei português D. Henrique, o
Navegador, decretou a pena de morte para quem enviasse mapas para o estrangeiro...”. Esta afirmação não está correta.
D. Henrique, o Navegador, não foi
rei de Portugal. O Infante D. Henrique foi o impulsionador dos Descobrimentos
Portugueses. O rei português que decretou a pena de morte para quem enviasse
mapas para o estrangeiro, foi D. João II.
Vale especialmente pelo modo como
Zueco leva o leitor visitar alguns Castelos de Espanha e Portugal em busca das
marcas de pedreiro, criando assim um bom “Thriler Histórico”.

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