«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

segunda-feira, 29 de julho de 2024

HISTÓRIA DE PORTUGAL. Uma perspectiva mundial. - DAVID BIRMINGHAM

Nova entrada na Biblioteca JMOHISTÓRIA DE PORTUGAL.
Uma perspectiva mundial.
DAVID BIRMINGHAM
1ª edição/ 1998
Editora: Terramar
David Birmingham é professor de História Moderna e Contemporânea. O seu primeiro livro, sobre a conquista de Angola pelos Portugueses, foi publicado em 1965, pela Oxford University Press.
Lecionou em universidades africanas e na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres. Foi professor de História Moderna na Universidade de Kent, no Reino Unido, onde se jubilou.

 

sexta-feira, 26 de julho de 2024

O PASTOR KOTCHANY - Constantino Fedine

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O Pastor de Kotchany
Constantino Fedine
Editorial Inquérito, Lda / Lisboa
Colecção: As melhores Novelas dos Melhores Novelistas  / Nº 29
Ano: Fevereiro 1941

quinta-feira, 25 de julho de 2024

O Editor Esquecido Eduardo Salgueiro e a Editorial Inquérito - Rui Bondoso


O Editor Esquecido
Eduardo Salgueiro e a Editorial Inquérito
Rui Bondoso
(Agradeço ao Rui Bondoso a oferta desta sua Obra.
Obrigado!)
Editor: Edições Esgotadas
Data de Lançamento: Maio de 2024

Este livro era imprescindível para o estudo da obra de Eduardo Salgueiro e da sua Editorial Inquérito, estudo inexistente até agora. Vem colmatar uma lacuna grave com um estudo aprofundado e meticuloso sobre um editor esquecido e uma editora que foram marcantes numa época difícil e de duras batalhas contra a censura. O autor usou de uma escrita clara, firme, fluente e meticulosa, concedendo a esta obra a justa homenagem que merece.

SINOPSE

«Guiado por ti, empreenderei explorar os costumes e as tradições dos locais, chamar para os terrenos comprados, os seus agricultores, cuidar dos rebanhos, adestrar os bois como sócios no trabalho, revestir a terra de árvores silvestres e de cultivo; de seguida, após ter ido atrás dos prados e das sementeiras e de todos os trabalhos que o cuidado anual reporta ao campo, retomarei os legumes e as videiras, juntamente com o vinho. E após se ter prestado a honra devida ao cultivo dos campos, acrescentarei aves de capoeira e as doces pombas. Nem silenciarei os favos melíferos e os reinos das abelhas. De seguida, estabelecerei viveiros para o gado marinho e coutadas para ad lebres fugidias, para as cabras e para os tímidos veados.»

Comentário: 

Este livro, sobre a vida e  obra de Eduardo Salgueiro e da sua Editorial Inquérito, revela o quanto importante, este editor,  foi na oposição ao regime do Estado Novo, pelas "batalhas" travadas contra a censura, contribuindo assim para que a cultura,  neste período, fosse  menos "cinzenta". O Editor Esquecido Eduardo Salgueiro e a Editorial Inquérito - de Rui Bondoso, é um contributo inestimável para a História da Cultura no Estado Novo. 

terça-feira, 16 de julho de 2024

Nova entrada na Biblioteca JMO História de Portugal (Pequena História das Grandes Nações /Otto Zierer ) Autor(a) José Hermano Saraiva

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História de Portugal
 (Pequena História das Grandes Nações /Otto Zierer )
Autor(a) José Hermano Saraiva

1ª Edição / 1981
Editora Círculo de Leitores

 

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A Minha Primeira História de Portugal -Texto de António Manuel Couto Viana - Ilustrações de Fernando Bento


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(Coleção Histórias de Portugal)

A Minha Primeira História de Portugal
Texto de António Manuel Couto Viana
Ilustrações de Fernando Bento
4ª Edição / 1984
Editor: Verbo


 

Ao original texto (meio diálogo, meio narrativo) de António Manuel Couto Viana, juntam-se as belíssimas ilustrações de Fernando Bento, transformando o primeiro contacto com a nossa história num livro inesquecível. A partir dos 6 anos.


quarta-feira, 10 de julho de 2024

História de Portugal (Para a 4.ª classe do ensino primário (de harmonia com o novo programa) - Tomás de Barros e José Lobo

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(Colecção Histórias de Portugal) 

História de Portugal
(Para a 4.ª classe do ensino primário (de harmonia com o novo programa)
Tomás de Barros e José Lobo
Porto; Educação Nacional 

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Xogum - O Senhor do Japão - João Paulo Oliveira e Costa


Xogum - O Senhor do Japão
João Paulo Oliveira e Costa

1ª Edição: Abril de 2018
Círculo de Leitores


SINOPSE

Entre 1590 e 1600 completou-se a unificação do Império Nipónico. Ieyasu, o jogador, vai dominando o Japão tal como se ganha um jogo de go. Nesta década em que a guerra baixou de tom e em que tudo estava em aberto, o Cristianismo continuava a propagar-se pelo Japão apesar da rivalidade entre portugueses e castelhanos. Pedro e Ana predominam em Nagasáqui; os seus filhos crescem e começam a ganhar o mundo, tal como os filhos de Flávia, a bela romana. O irmão, Giuseppe, prossegue seus negócios com o auxílio de Manuol, o mirandês da ilha de Moçambique, enquanto Carlos, o samurai negro, e Ana continuam a lutar contra a paixão que sentem desde que se conheceram e quando ela afinal escolheu Pedro. Catarina, por sua vez, não esqueceu Pedro, nem Flávia e Giovanna esqueceram Roberto.
Missionários, generais e navegadores, alcaides e pastores, bandidos e soldados, mais esbirros da Inquisição e mártires japoneses, ou mercadores de Macau e vendedores de relíquias cruzam-se a cada passo com os protagonistas que deambulam pelo mundo, do Japão a Jerusalém e a Roma, ou dos Açores à Índia e à China. E em Miranda do Douro um bispo torna-se santo, as bruxas bailam ao vento e há um mistério por resolver.

Comentário:
A "estória" leva-nos ao final do sec. XVI, entre 1590 e 1600 completou-se a unificação do Império Nipónico. Na companhia das várias personagens deambulamos pelo mundo, do Japão a Jerusalém e a Roma, ou dos Açores à Índia e à China. E em Miranda do Douro um bispo torna-se santo, as bruxas bailam ao vento e há um mistério por resolver. Uma estória bem construída dentro da história  deste período. 

Classificação: 8/10

 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Cerromaior - Manuel da Fonseca

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Cerromaior
Manuel da Fonseca
Capa de Manuel Ribeiro de Pavia
(1ª Edição - 1943 - PUBLICAÇÃO: Lisboa : Edirorial Inquérito.)
 Editor A Bela e o Monstro
Coleção Biblioteca da censura

Nota: " No prefácio à edição de 1982, o autor explica as condições particulares que rodearam a primeira edição desta obra basilar do neorrealismo português: submetido a uma censura prévia, o original da obra foi largamente truncado, correspondendo a edição de 1982 a uma tentativa de reconstituição de um manuscrito, entretanto, perdido. Ainda no prefácio, recorda com amargura a polémica receção com o que livro foi acolhido, sobretudo pela crítica, que se digladiou sobre a qualidade literária do romance. Insensível ao carácter de símbolo que os espaços e algumas personagens assumem no romance, a crítica reagiu contra uma escrita romanesca que, de acordo com coordenadas estéticas neorrealistas, rompia com cânones narrativos tradicionais, pela ausência de uma intriga que centralizasse os feixos narrativos, pela despretensão da escrita, límpida e simples, pela realidade social e regional que trazia para a literatura. Cerromaior, nome imaginário de uma vila alentejana, sugere um espaço fechado, uma atmosfera sufocante e rude, onde se desenrolaram em simultâneo as tragédias de uma povoação oprimida pela miséria e pela tirania dos senhores da Casa Vã. O espaço da prisão, com que se inicia e encerra o romance, depois de uma longa retrospetiva que descreveu o itinerário iniciático do crescimento de Adriano, numa aprendizagem da vida, das injustiças, da hipocrisia, da mesquinhez humana, e numa progressiva revolta contra a sociedade, simboliza outras prisões: a prisão das convenções sociais que impõem o recalcamento sexual de algumas personagens, nomeadamente de Adriano ou Lena; a prisão das recordações, de frases e imagens que a cada passo assolam as personagens; a prisão maior da fome e da miséria que tolhe a dignidade de ceifeiros e desempregados. No entanto, o romance vai descrevendo também um percurso de libertação, que, com Doninha, culmina na loucura, mas que, em Adriano, vai da realização sexual até à capacidade de assumir as suas opções e à violência contra os representantes da repressão. O enclausuramento final de Adriano deixa, por isso, em aberto uma nota positiva: "Puro e sem pecados, o coração batia-lhe. Ergueu-se. Ia caminhar. Visíveis, à sua volta, os pobres que tapavam o portão do quintal, Doninha, Zé da Água, Tóino Revel, Bia Rosa, Inácia, Antoninha, Maltês e os ceifeiros da Fonte Velha seguiam-no. Ao lado, passo a passo, a mãe ia também - nem ele sabia para onde, mas tinha a certeza de que era para uma planície de fartura e paz."


terça-feira, 18 de junho de 2024

Brutal Prince Paixão sem limites - Sophie Lark

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Brutal Prince
Paixão sem limites

Sophie Lark

Edição/reimpressão: 06-2024
Editor: 5 Sentidos

 


SINOPSE
PIOR COMBINAÇÃO ERA IMPOSSÍVEL
Os Griffin e os Gallo têm lutado pelo controlo do submundo de Chicago há gerações.
A rivalidade das duas famílias sempre foi intensa, mas ultrapassa todos os limites quando Aida, a irmã mais nova e mais selvagem dos Gallo, invade uma festa na mansão Griffin e acidentalmente pega fogo à biblioteca.
Para evitar uma guerra de gangues, o pai da jovem combina rapidamente o casamento entre ela e Callum Griffin, o filho mais velho e herdeiro da máfia irlandesa.
Frio, ambicioso e brutal, Callum está determinado a domar a sua noiva. Já Aida, famosamente feroz e imprevisível, tem mais de pantera do que de gatinha…
Ela tem um cadeado à volta do coração. Ele tem algo a provar.
Na luta por quem manda em quem, quem é que irá cair primeiro?

quarta-feira, 5 de junho de 2024

D. Pedro III: (Reis Consortes de Portugal) - Paulo Drumond Braga

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D. Pedro III: (Reis Consortes de Portugal)

Paulo Drumond Braga

Edição: Junho 2013

Círculo de Leitores

 



SINOPSE

D. Pedro III (1717-1786), quinto filho de D. João V e de D. Maria Ana de Áustria, foi rei consorte de Portugal (1777-1786) em virtude de ter desposado uma sobrinha, a futura rainha D. Maria I. Honesto, sincero, ingénuo, crédulo, talvez mesmo pouco inteligente

e, ao mesmo tempo, devoto, caritativo, discreto, avarento e teimoso, foi muito apreciador de caçadas, jogos de cartas e corridas de touros, mas não era, de todo, um homem dado à cultura.

O famoso mecenato que exerceu prendeu-se sempre com o embelezamento de espaços que lhe pertenciam, como o palácio de Queluz e a quinta de Caxias. Por outro lado, o gosto pela ópera advinha mais de algo que se tornara rotineiro na corte portuguesa

do que propriamente de uma apurada sensibilidade musical.

Como rei, embora tenha tentado que se fizesse justiça em relação a certos aspetos do reinado de seu irmão mais velho, D. José I, não se pode dizer que fosse um homem de causas. Tinha, entretanto, enorme ascendente sobre a mulher, parecendo claro que influenciou a tomada de algumas decisões, inspirou várias nomeações e contribuiu para o afastamento ou para a manutenção à margem de algumas figuras que lhe eram menos simpáticas.

 

D. Fernando II (Reis consortes de Portugal) - Maria Antónia Lopes.

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D. Fernando II (Reis consortes de Portugal)

Maria Antónia Lopes.

Edição Junho 2013

Círculo de Leitores

 

 

SINOPSE

Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha nasceu em Viena, em 1816, no seio de uma família saxo-austro-húngara. Pelo seu casamento em 1836 com a rainha D. Maria II, tornou-se príncipe português e no ano seguinte, com o nascimento de um herdeiro, rei consorte de Portugal. Sem se omitir o protagonismo político de D. Fernando, incluindo a sua recusa em ser rei da Grécia e rei de Espanha (talvez lhe devamos a independência), salienta-se a sua vida privada, aquela que este homem culto e sociável, orgulhoso e egocêntrico, mas dotado de uma alegria inata e de uma personalidade cativante, verdadeiramente apreciava.
Foi, aliás, o seu comportamento a nível familiar que provocou as duas grandes polémicas da sua vida: em 1869, ao casar por amor com uma antiga cantora e, quando morreu, ao saber-se que lhe deixara o Palácio e Jardins da Pena. Porque agrada mais à sensibilidade atual, o segundo casamento tem feito esquecer o primeiro, uma união feliz que a morte da rainha desfez em 1853 e deixou o viúvo destroçado.

 

O Vermelho e o Verde - José Jorge Letria


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O Vermelho e o Verde

José Jorge Letria

Data de Lançamento: abril de 2010

Editor: Planeta

 


SINOPSE

O Vermelho e o Verde é um intenso fresco narrativo cuja acção decorre entre 1 de Fevereiro de 1908, dia do regicídio, e o fim do Verão de 1918, ano da gripe espanhola, do fim da Primeira Guerra Mundial e do assassinato de Sidónio Pais, na Estação do Rossio. Neste romance confrontam-se ideias e personalidades, afectos e memórias, sonhos e desaires, republicanos e monárquicos, pais e filhos, e ainda modos distintos e conflituantes de pensar Portugal.

Elegendo como protagonista um jovem civil que combate na Rotunda ao lado de Machado Santos e que mais tarde será ferido na Flandres, integrado no Corpo Expedicionário Português, José Jorge Letria fornece ao leitor uma visão emotiva e dramática de uma época em que Portugal rompeu com um passado de séculos. As duas cores que se combinam no título do livro, e que são as dominantes na Bandeira Nacional, representam também o confronto entre ideais e afectos, entre seres humanos e as suas visões do mundo. Neste novo romance José Jorge Letria não só revela uma extraordinária mestria narrativa de forte pendor poético mas também a alma incendiária de paixão revolucionária dos protagonistas reais e ficcionais desses anos de sonho, tensão e mudança.