1ª Edição/1970
Edição da Livraria Romano Torres
SINOPSE
Na década de cinquenta do século
XX, ao oferecer ao Município Ponta-delgadense a estátua que evocava o navegador
Gonçalo Velho para a praça fronteira às Portas da Cidade, o Governo suscitou
uma acalorada polémica na sociedade micaelense e criou um imbróglio que
subsiste, até ao presente, à volta daquela mal-amada obra de arte: – Quem é a
personagem realmente evocada na estátua? E as interrogações sucedem-se em
catadupa: – Se aquele não é o Gonçalo Velho, então, quem é “ele”? – Houve
alguma troca de estátuas (como é voz corrente e persistente há mais de meio
século)? – E, se tal aconteceu, onde está então a “outra” estátua?
Curiosamente, esta suposta estátua do Comendador de Almourol aponta para si mesma,
como que a interrogar-se, duvidando da própria identidade: – Mas… quem sou
eu?!… Um gilvaz – palavra que significa golpe ou cicatriz da cara e titula o
livro das “venturas e desventuras de mui ilustres figuras” – é a chave do
deslindamento, que se crê bem-sucedido, do imbróglio centrado na oferta,
incómoda e inoportuna, do Estado Novo a Ponta Delgada para o embelezamento de
um novo espaço no coração desta urbe, velha de cinco séculos.
Um romance baseado em factos reais que revela memórias esquecidas da História de Portugal e da Europa em tempos de crise e de revolução
SINOPSE
O ANIBALEITOR
Rui Zink
Edição/reimpressão: 05-2023
Editor: Porto Editora
SINOPSE
Comentário:
Classificação: 9,5/10
João Pedro Marques
Edição/reimpressão: 03-2023
Editor: Porto Editora
SINOPSE
Até ao Fim da Terra começa em Setembro de 1810, na
época em que o exército de Massena invade Portugal e se aproxima da serra do
Buçaco. Enquanto as tropas francesas ocupam e saqueiam Coimbra, as forças
luso-britânicas de Wellington recuam estrategicamente para as Linhas de Torres
Vedras, acompanhadas por milhares de civis que fogem da guerra. É nesse
contexto de retirada, durante a viagem para sul, que o capitão de cavalaria
Bento Calheiros trava conhecimento, por puro acaso, com Maria Constança
Barreto, e que, adiante, lhe fará uma promessa solene.
Irá o capitão português conseguir cumprir o
prometido? Para o saber, o leitor terá de acompanhar Bento Calheiros numa
demanda que o fará encontrar-se com o tenente Laforêt, dos hussardos franceses,
com Florencia, a espanhola que todos conhecem como rainha das cantineiras, e
cruzar o seu caminho com os do Marquês de Alorna e de outros personagens que
povoaram esse tempo e esse mundo.
Sendo uma viagem através dessa época convulsiva,
Até ao Fim da Terra é, também, uma história de abnegado amor, de compromisso de
honra e de remissão de uma culpa.
Uma estória bem contada, vivida
na "época em que o exército de Massena invade Portugal e se aproxima da
serra do Buçaco. Enquanto as tropas francesas ocupam e saqueiam Coimbra, as
forças luso-britânicas de Wellington recuam estrategicamente para as Linhas de
Torres Vedras, acompanhadas por milhares de civis que fogem da guerra". A
narrativa está perfeitamente enquadra na época, com rigor histórico sem por em
causa a História com personagens bem construídas no contexto da época, tem:
aventura; ação; traição; sofrimento; medo; coragem e amor, movido por ele Bento
Calheiros vai até ao fim da terra.
Peter Frankopan
Editorial: Crítica
Tema: História
Coleção: Crítica Portugal
Sinopse de A Primeira Cruzada:
Em 1096, uma expedição de escala
e ambição extraordinárias partiu da Europa Ocidental rumo a Jerusalém. Três
anos mais tarde, depois de uma viagem que ultrapassou sérias dificuldades, os
perigos mais graves e milhares de baixas, os cavaleiros da Primeira Cruzada
atacaram as fortificações e conquistaram a Cidade Santa. Contra todas as
probabilidades, a expedição tinha devolvido Jerusalém às mãos dos cristãos.
O reconhecido historiador Peter
Frankopan traça um retrato surpreendentemente original desse confronto infame
entre o cristianismo e o islamismo. Ao contrário de outros historiadores que
centram os seus estudos no Ocidente, e que afirmam que esta expedição militar
foi incitada pelo papa Urbano II, Frankopan dirige os seu olhar para Oriente,
em particular para Constantinopla, sede do Império Bizantino Cristão. A sua
revelação é surpreendente e altera radicalmente a nossa compreensão de todo o
movimento das cruzadas: o imperador Aleixo I Comneno foi quem incitou a
cruzada, ao pedir ao papa apoio para defender o seu reinado dos turcos. Mais
tarde, a vitória do Vaticano consolidou o poder papal enquanto Constantinopla
jamais recuperou, e Aleixo, tal como Bizâncio, foi relegado para as margens da
história.
Baseado em fontes até agora
ignoradas, Frankopan explica como a tomada de Jerusalém lançou as bases para o
domínio da Europa Ocidental, até aos dias de hoje, e moldou o mundo moderno.
Comentário:
Um ensaio de História sobre " a origem e causas da primeira cruzada " onde revela novas fontes de estudo e apresenta uma outra provável (nova) explicação da Primeira Cruzada e dos acontecimentos relacionados bem como das consequências dai resultantes, levando a um novo "olhar" para o início da Idade Média..
Classificação: 10/10
Silmarillion
J. R. R. Tolkien
Editorial: Planeta
Tema: Fantasia
Coleção: PLANETA PORTUGAL
Sinopse de Silmarillion:
OS SEGREDOS DE JUVENAL PAPISCO
Bruno Paixão
Edição/reimpressão: 02-2023
Editor: Porto Editora
SINOPSE
Orão é um lugar de sangue quente, cheio de superstições, habitado por
personagens memoráveis como a benzedeira Xêpa Alma, o corrupto alcaide Heitor
Raimundo ou o diligente boticário Zaqueu Soeiro. Destaca-se, entre eles,
Juvenal Papisco, um padre de temperamento espontâneo e cru que sucumbe sem
pudor aos prazeres e às imperfeições e que não suporta as injustiças que se
perpetuam em Orão, avivadas pelo predomínio dos senhores de sempre.
Quando o jornal clandestino A Trama acusa Ismael Macho de andar metido
com a mulher de outro, todos temem uma desgraça, e Ismael acaba mesmo por
morrer durante a procissão da Virgem Santíssima, em circunstâncias estranhas. Todas
as suspeitas recaem sobre o marido enganado, mas este nem à força de porrada
admite a autoria do crime, para desespero do coronel Moniz.
Os segredos de Juvenal Papisco é um romance de estreia memorável, que
com uma fina ironia e um apurado sentido caricatural se apresenta como uma
metáfora social, expondo a traição, a urdidura política, as fraquezas da
justiça, o espaço conjugal como campo de sonhos e de utopias e as mezinhas
respondendo ao que a medicina não pode.
Comentário:
Uma “estória” com personagens bem
construídas com ironia e humor que dão vida a um enredo de crítica social,
usando analogias, metáforas, imagens, criando uma representação simbólica da
realidade. Uma “caricatura” da sociedade com os seus jogos de poder,
compradios e vinganças, desigualdade de classes, amores e traições, onde a
religião vive paredes meias com crenças profanas.
Classificação:10/10
O Espião de um Bilião de Dólares
David E. Hoffman
Editor: Alma dos Livros
Edição: fevereiro de 2023
SINOPSE
Ao sair da embaixada americana em Moscovo na noite
de 16 de fevereiro de 1978, o chefe de posto da CIA ouviu uma pancada na janela
do seu carro. Um homem no passeio entregou-lhe um envelope cujo conteúdo
aturdiu a inteligência americana: detalhes da investigação soviética
ultrassecreta e desenvolvimentos na tecnologia militar que eram totalmente
desconhecidos para os Estados Unidos.
Nos anos que se seguiram, Adolf Tolkachev,
engenheiro num gabinete de design militar soviético, usou o seu acesso de alto
nível para entregar dezenas de milhares de páginas de segredos soviéticos. Tais
revelações permitiram à América reformular os seus sistemas de armas para
derrotar o radar soviético no solo e no ar, dando aos Estados Unidos uma quase
total superioridade nos céus sobre a Europa.
Durante anos, conseguiram iludir o temido KGB no
seu próprio território, até que chegou o dia em que uma traição inesperada pôs
tudo em risco.
Comentário:
David Hoffman num trabalho de jornalismo de investigação nos arquivos
da CIA recentemente disponibilizados e em entrevistas com os protagonistas, leva
o leitor a Moscovo para assistir ao secreto “jogo” de espionagem, entre a CIA e a KGB.
Classificação: 8/10
Mário Domingues
1ª Edição / 1952
Edição Romano Torres
SINOPSE
António Vieira foi um acérrimo defensor dos judeus perseguidos pela inquisição, ao ponto de conseguir a abolição da politica discriminatória entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Missionário da companhia de Jesus desenvolveu um trabalho notável em terras Brasileiras defendendo até á exaustão os direitos humanos dos povos indígenas.
Comentário:
Mário Domingues foi um grande divulgador de História de Portugal, com sua série: Evocação Histórica deu a conhecer, aos seus leitores, várias personagens da História de Portugal, apresentado estas não da perspectiva do Historiador ( que não era ) mas sim pelo olhar do Jornalista. Com um estilo muito próprio para abordar os factos histórias e as personagens históricas, com que deliciou os seus leitores.
Foi com prazer que li - O Drama e a Glória do Padre António Vieira - aprendendo mais sobre esta personagem histórica tão importante para a sua época, em que exerceu grande influência, deixando marcas que se perpetuaram até aos nossos dias.
Classificação. 9/10
SINOPSE
Corre o ano de 1671 e Isaaque Zarco, um rapaz de nove anos, leva uma existência tranquila na pacata aldeia de Castelo Rodrigo. No entanto, nem mesmo esse recanto perdido no Norte de Portugal escapa à sombra de uma força nefasta poderosíssima, que alastra, insidiosa, no peito de uma população até então pacífica. E, em pouco tempo, com o desaparecimento misterioso de uma família amiga e o assassinato de um vizinho, os pilares que haviam sustentado o mundo de Isaaque começam a ruir, pondo em risco a sua própria vida. A avó Flor, velha parteira e curandeira castelhana, revela-lhe então o que ninguém se atrevera a dizer: que ele e a sua família são afinal judeus secretos – e, por conseguinte, sujeitos a denúncias e aprisionamentos.
Retomando a família Zarco, num romance comovente e arrebatador, dividido em dois volumes, Richard Zimler explora os efeitos devastadores da intolerância religiosa na aldeia de Castelo Rodrigo e povoações adjacentes. Recorrendo a nomes reais, datas de prisão e outros detalhes sobre os aldeãos que foram levados pela Inquisição, apresenta ao leitor um trabalho de pesquisa exaustivo que faz desta obra um romance magistral e um testemunho inigualável.
Comentário: