«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

terça-feira, 18 de julho de 2023

A NORA E OS ALCATRUZES - JOÃO CORRÊA NUNES



A NORA E OS ALCATRUZES
JOÃO CORRÊA NUNES
Edição ou reimpressão: 07/06/2023
Chancela: Clube do Autor
Temática: Romance Histórico





O mistério do desaparecimento dos Painéis de São Vicente
Em Lisboa de 1483, no reinado de D. João II, um crime envolve os painéis de São Vicente.
Quem terá roubado a obra simbólica da nossa cultura?
Que mistérios ainda encerra?

 SINOPSE

Numa época conturbada, tem lugar um enredo que envolve os chamados Painéis de Nuno Gonçalves, a mais importante peça da história da pintura portuguesa.
Desde a sua redescoberta, no fim do século XIX, que se tem discutido o que significam, quem retratam, porque desapareceram durante 400 anos e mesmo quem os pintou. Muito pouco se sabe ao certo.
O deslindar do que se passou então na Sé de Lisboa vai, ao mesmo tempo, encontrar o culpado do crime aqui apresentado e a explicação para o mistério desta obra de arte.
As coisas podiam-se ter passado assim e, como disse Alexandre Herculano, «o verosímil é o que importa ao que busca as lendas da pátria.»

Comentário:
João Corrêa Nunes, leva o leitor às ruas e ruelas da cidade de Lisboa, em pleno reinado de D. João II, para investigar um crime relacionado com os enigmáticos Painéis de São Vicente obra de Nuno Gonçalves, através  de uma narrativa recheada de acção e aventura, em que não falta traição, amores e morte e, pelo meio "levanta o véu" sobre o mistério que envolve os Painéis de São Vicente. 
O grande realismo da narrativa, pelo enquadramento prefeito nos factos históricos e na conjuntura sócio-politica do reinado de D. João II, interligando-os  com a regência de D. Pedro - durante a menor idade de D. Afonso V - e as consequências da Batalha de Alfarrobeira, torna a "estória" verosimilhante.
Peca pala estrutura da narrativa - em capítulos pequenos (de uma página ) o que, em minha opinião, lhe quebra o ritmo, não fora este senão, seria um optimo  romance histórico.
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Classificação: 8/10

domingo, 9 de julho de 2023

D. JOÃO IV - Mário Domingues



D. JOÃO IV 
E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO 
Mário Domingues
EVOCAÇÃO HISTÓRICA
SÉRIE "LUSÍADA"
1ª Edição/1970
Edição da Livraria Romano Torres




D. JOÃO IV E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO 

Abrangendo o largo período que vai desde o 1º de Dezembro de 1640 até ao final do reinado de D. João IV, Mário Domingues oferece ao leitor toda uma fiada de acontecimentos, alguns deles impressionantes, relacionados com a luta esforçada e heróica dos Portugueses por consolidarem a sua independência conquistada após sessenta anos de opressão estrangeira.   Foi uma época extraordinária em que a nação teve de combater não apenas o seu inimigo tradicional nas fronteiras, mas também os seus "amigos aliados" que aproveitando a sua debilidade resultante da anterior servidão, se empenharam em despoja-la das suas possessões no Oriente e no Brasil. (...)

Comentário:

Mário Domingues pela sua pena de Jornalista, apresenta sempre um perspectiva diferente da História Pátria. Apresenta os factos e interpreta-os pelo seu olhar sagaz, conta como -a história - aconteceu, sempre sem faltar à verdade. Foi - nas décadas de 50,60 e 70 do séc XX - um dos maiores divulgadores  ( não sendo  historiador) de História de Portugal. 
D. JOÃO IV E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO, foi uma agradável leitura e uma "viagem" interessante pelos acontecimentos do reinado de D. João IV

Classificação:
9/10

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Gonçalo Velho? Eu?… - José Alfredo Ferreira Almeida


Nova entrada na Biblioteca JMO


Gonçalo Velho? Eu?…
Autor: José Alfredo Ferreira Almeida

Edição: outubro de 2020
EDITORA: Letras Lavadas

 


SINOPSE

Na década de cinquenta do século XX, ao oferecer ao Município Ponta-delgadense a estátua que evocava o navegador Gonçalo Velho para a praça fronteira às Portas da Cidade, o Governo suscitou uma acalorada polémica na sociedade micaelense e criou um imbróglio que subsiste, até ao presente, à volta daquela mal-amada obra de arte: – Quem é a personagem realmente evocada na estátua? E as interrogações sucedem-se em catadupa: – Se aquele não é o Gonçalo Velho, então, quem é “ele”? – Houve alguma troca de estátuas (como é voz corrente e persistente há mais de meio século)? – E, se tal aconteceu, onde está então a “outra” estátua? Curiosamente, esta suposta estátua do Comendador de Almourol aponta para si mesma, como que a interrogar-se, duvidando da própria identidade: – Mas… quem sou eu?!… Um gilvaz – palavra que significa golpe ou cicatriz da cara e titula o livro das “venturas e desventuras de mui ilustres figuras” – é a chave do deslindamento, que se crê bem-sucedido, do imbróglio centrado na oferta, incómoda e inoportuna, do Estado Novo a Ponta Delgada para o embelezamento de um novo espaço no coração desta urbe, velha de cinco séculos.


domingo, 28 de maio de 2023

A DANÇA DOS LOUCOS - SÉRGIO LUÍS DE CARVALHO



A DANÇA DOS LOUCOS
SÉRGIO LUÍS DE CARVALHO
Edição ou reimpressão: 01/02/2023
Chancela: Clube do Autor
Categoria: Literatura Lusófona
Temática: Romance Histórico



Um romance baseado em factos reais que revela memórias esquecidas da História de Portugal e da Europa em tempos de crise e de revolução

SINOPSE

No dia 19 de abril de 1506, em Lisboa, em pleno domingo de Páscoa, um homem explicou por que razão uma cruz de prata brilhava intensamente na Igreja de São Domingos, no Rossio. Esse simples facto desencadeou uma das maiores matanças da História de Portugal. Devastado, Mestre Navarro parte com as filhas para longe da perseguição.
No dia 14 de julho de 1518, a senhora Troffea começou a dançar freneticamente e sem razão aparente. Em vão a tentaram ajudar, mas a senhora não conseguia parar. Ao fim de alguns dias, eram mais de quatrocentas pessoas a dançar ininterruptamente, alheadas e desesperadas… Foi o início de uma das mais estranhas e bizarras epidemias da História.
Que ligação haverá entre estes dois acontecimentos, um tão trágico, outro tão pícaro?

Comentário:
Sérgio Luís de Carvalho, -  nesta obra a dois "tempos" e em dois cenários : Abril de 1506,  Lisboa; Julho de 1518, Estrasburgo, (artificialmente ligados por uma liberdade literária) - pôs  todo o seu talento de grande romancista e historiador, para criar, mais um grande Romance Histórico, que proporciona  ao leitor - apesar da violência  dos actos bárbaros e cruéis ocorridos  em Abril de 1506 na cidade de Lisboa, e da crueza e sofrimento dos acontecimentos de Julho de 1518 na cidade de Estrasburgo - ,  bons momentos de leitura, ao mesmo tempo que o "desperta" para a necessidade de a Humanidade reflectir sobre estes e tantos outros acontecimentos - cruéis, violentos, desumanos e de intolerância, seja por motivos religiosos ou quaisquer outras diferenças do outro, que infelizmente proliferem na sua história, retirando dai ensinamentos para já presente e no futuro não cometer as mesma  atrocidades.

Classificação: 10/10


O ANIBALEITOR - Rui Zink


O ANIBALEITOR

Rui Zink

Edição/reimpressão: 05-2023

Editor: Porto Editora

 

SINOPSE

Com vontade de fugir à rotina e às obrigações do quotidiano, um jovem rebelde embarca acidentalmente numa viagem que se tornará inesquecível. O capitão quer capturar o Anibaleitor, um monstro mítico e feroz.
Porém, quando se encontram, o jovem e Anibaleitor criam uma amizade inesperada, e dão consigo a conversar sobre a estranheza do mundo.
Surpreendido por conhecer um monstro sábio, divertido e devorador de livros, conseguirá o jovem ajudá-lo a escapar à perseguição?

Comentário:

Soube-me bem comer, digo, ler este delicioso livro, mas soube a pouco, pela sua prosa ou poesia, isso depende de quem o lê, de escrita despreocupada feita de palavras simples mas de grande conteúdo, é um alimento saboroso para o estômago, digo, alma de um leitor insaciável de boas leituras. O comentário a este livro pode ser resumido numa frase (que é o lema deste blogue) "LER FAZ BEM À ALMA".

Classificação: 10/10

 

sábado, 27 de maio de 2023

Filipe I de Portugal - Isabel Stilwell


Filipe I de Portugal
Isabel Stilwell
Editorial: Planeta
Tema: Romance histórico
Coleção: PLANETA PORTUGAL





 Sinopse de Filipe I de Portugal:

D. Catarina recusava-se a ir. A raiva a toldar-lhe os pensamentos. Era ela a legítima pretendente ao trono de Portugal. Filha de D. Duarte, casada com o duque de Bragança, neta de D. Manuel I. Não, não iria às Cortes de Tomar assistir ao juramento.
Ao contrário da maioria da nobreza portuguesa, nunca aceitaria que o rei de Espanha se tornasse Filipe I de Portugal. Continuaria a lutar até ao fim pela independência da coroa que era sua, nem que para isso tivesse de sacrificar tudo e todos.
Filipe tentou que D. Sebastião desistisse da ideia de lutar contra os mouros em Alcácer Quibir. Mas o destino estava traçado. Morto o rei de Portugal, era preciso pensar no futuro. Filho de D. Isabel e do imperador Carlos V, neto mais velho de D. Manuel I, entraria triunfante com os exércitos em Portugal, o país da sua adorada mãe, e reclamaria o que era seu por direito. Nem mesmo o fascínio que nutria pela sua prima Catarina o iria desviar do seu objetivo.
Isabel Stilwell, autora de romances históricos mais lida em Portugal, traz-nos uma história empolgante repleta de conspirações e intrigas, acerca de um período fundamental e conturbado da nossa História.
Narrado a duas vozes, ficamos a conhecer Catarina, uma mulher fascinante e corajosa, esquecida pela História, e Filipe I, um rei apaixonado por arquitetura e botânica, atormentado por episódios obscuros que deram origem a uma lenda negra que ficaria para sempre associada ao seu reinado.

Comentário:

Isabel Stilwell, no seu estilo inconfundível, cria mais um "romance histórico" que prima pela qualidade e pelo rigor histórico.
– FILIPE I DE PORTUGAL O REI MALDITO – tem como cenário o reinado de D. Sebastião, dos antecedentes da famigerada batalha de Alcácer-Quibir até ao reinado do de Filipe I de Portugal (II de Espanha), o agitado e dramático período compreendido entre estes acontecimentos, marcantes na história de Portugal, que tiveram como corolário a perda da independência Nacional, não se desenrolou só nos campos de batalha e no plano nacional, travou-se também nos campos diplomáticos e no plano internacional, principalmente em França, Inglaterra e Vaticano.  
Isabel Stilwell, conta-nos a história e a estória, pela perspectiva de duas das personagens mais importantes neste período: Filipe I de Portugal (II de Espanha) e Catarina de Bragança, que de lados opostos lutaram pelos seus interesses e direitos, não sendo esquecido D. António Prior do Crato, onde não falta; intrigas, traições, conspirações, alianças, paixões, resultando numa narrativa simples mas empolgante e  agradável leitura,

Classificação: 9,5/10


terça-feira, 18 de abril de 2023

ATÉ AO FIM DA TERRA - João Pedro Marques



ATÉ AO FIM DA TERRA

João Pedro Marques

Edição/reimpressão: 03-2023

Editor: Porto Editora

 


SINOPSE

Até ao Fim da Terra começa em Setembro de 1810, na época em que o exército de Massena invade Portugal e se aproxima da serra do Buçaco. Enquanto as tropas francesas ocupam e saqueiam Coimbra, as forças luso-britânicas de Wellington recuam estrategicamente para as Linhas de Torres Vedras, acompanhadas por milhares de civis que fogem da guerra. É nesse contexto de retirada, durante a viagem para sul, que o capitão de cavalaria Bento Calheiros trava conhecimento, por puro acaso, com Maria Constança Barreto, e que, adiante, lhe fará uma promessa solene.

Irá o capitão português conseguir cumprir o prometido? Para o saber, o leitor terá de acompanhar Bento Calheiros numa demanda que o fará encontrar-se com o tenente Laforêt, dos hussardos franceses, com Florencia, a espanhola que todos conhecem como rainha das cantineiras, e cruzar o seu caminho com os do Marquês de Alorna e de outros personagens que povoaram esse tempo e esse mundo.

Sendo uma viagem através dessa época convulsiva, Até ao Fim da Terra é, também, uma história de abnegado amor, de compromisso de honra e de remissão de uma culpa.


Comentário;

Uma estória bem contada, vivida na "época em que o exército de Massena invade Portugal e se aproxima da serra do Buçaco. Enquanto as tropas francesas ocupam e saqueiam Coimbra, as forças luso-britânicas de Wellington recuam estrategicamente para as Linhas de Torres Vedras, acompanhadas por milhares de civis que fogem da guerra". A narrativa está perfeitamente enquadra na época, com rigor histórico sem por em causa a História com personagens bem construídas no contexto da época, tem: aventura; ação; traição; sofrimento; medo; coragem e amor, movido por ele Bento Calheiros vai até ao fim da terra.

Classificação 10/10

sexta-feira, 7 de abril de 2023

A Primeira Cruzada - Peter Frankopan


 
A Primeira Cruzada

Peter Frankopan

Editorial: Crítica

Tema: História

Coleção: Crítica Portugal


Sinopse de A Primeira Cruzada:

Em 1096, uma expedição de escala e ambição extraordinárias partiu da Europa Ocidental rumo a Jerusalém. Três anos mais tarde, depois de uma viagem que ultrapassou sérias dificuldades, os perigos mais graves e milhares de baixas, os cavaleiros da Primeira Cruzada atacaram as fortificações e conquistaram a Cidade Santa. Contra todas as probabilidades, a expedição tinha devolvido Jerusalém às mãos dos cristãos.

O reconhecido historiador Peter Frankopan traça um retrato surpreendentemente original desse confronto infame entre o cristianismo e o islamismo. Ao contrário de outros historiadores que centram os seus estudos no Ocidente, e que afirmam que esta expedição militar foi incitada pelo papa Urbano II, Frankopan dirige os seu olhar para Oriente, em particular para Constantinopla, sede do Império Bizantino Cristão. A sua revelação é surpreendente e altera radicalmente a nossa compreensão de todo o movimento das cruzadas: o imperador Aleixo I Comneno foi quem incitou a cruzada, ao pedir ao papa apoio para defender o seu reinado dos turcos. Mais tarde, a vitória do Vaticano consolidou o poder papal enquanto Constantinopla jamais recuperou, e Aleixo, tal como Bizâncio, foi relegado para as margens da história.

Baseado em fontes até agora ignoradas, Frankopan explica como a tomada de Jerusalém lançou as bases para o domínio da Europa Ocidental, até aos dias de hoje, e moldou o mundo moderno.

Comentário:

Um ensaio de História sobre " a origem e causas da primeira cruzada " onde revela novas fontes de estudo e apresenta uma outra provável (nova) explicação da Primeira Cruzada e dos acontecimentos relacionados bem como das consequências dai resultantes, levando a um novo "olhar" para o início da Idade Média..

Classificação: 10/10


Silmarillion - J. R. R. Tolkien


Silmarillion

J. R. R. Tolkien

Editorial: Planeta

Tema: Fantasia

Coleção: PLANETA PORTUGAL 


Sinopse de Silmarillion:


As Silmarilli eram três joias perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos Elfos Superiores.
Quando o primeiro Senhor das Trevas, Morgoth, rouba as joias e as coloca numa coroa de ferro na impenetrável fortaleza de Angband, Fëanor e os seus familiares pegam em armas contra os deuses e travam uma longa e terrível guerra para recuperá-las.
Esta é a história do heroísmo de Elfos e Homens na Primeira Era da Terra-média, a fundação do mundo e dos seus povos, antes dos grandes eventos revelados em O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Comentário:

A Arte de criar e contar a "história" de um mundo imaginário e fantástico, com personagens bem construídas que povoam este mundo fantástico, em que TOLKIEN, narra a "epopeia" heróica   de um mundo imaginário, onde as forças do  bem e o mal se confrontam. É um realismo fantástico em que com uma "imaginação critica"  o real é imaginário e todo o imaginário é real, que  nos transporta para a luta do bem e do mal no mundo real.

Classificação: 10/10 

quarta-feira, 22 de março de 2023

OS SEGREDOS DE JUVENAL PAPISCO - Bruno Paixão

 


OS SEGREDOS DE JUVENAL PAPISCO

Bruno Paixão

Edição/reimpressão: 02-2023

Editor: Porto Editora



SINOPSE

Orão é um lugar de sangue quente, cheio de superstições, habitado por personagens memoráveis como a benzedeira Xêpa Alma, o corrupto alcaide Heitor Raimundo ou o diligente boticário Zaqueu Soeiro. Destaca-se, entre eles, Juvenal Papisco, um padre de temperamento espontâneo e cru que sucumbe sem pudor aos prazeres e às imperfeições e que não suporta as injustiças que se perpetuam em Orão, avivadas pelo predomínio dos senhores de sempre.

Quando o jornal clandestino A Trama acusa Ismael Macho de andar metido com a mulher de outro, todos temem uma desgraça, e Ismael acaba mesmo por morrer durante a procissão da Virgem Santíssima, em circunstâncias estranhas. Todas as suspeitas recaem sobre o marido enganado, mas este nem à força de porrada admite a autoria do crime, para desespero do coronel Moniz.

Os segredos de Juvenal Papisco é um romance de estreia memorável, que com uma fina ironia e um apurado sentido caricatural se apresenta como uma metáfora social, expondo a traição, a urdidura política, as fraquezas da justiça, o espaço conjugal como campo de sonhos e de utopias e as mezinhas respondendo ao que a medicina não pode.

Comentário:

Uma “estória” com personagens bem construídas com ironia e humor que dão vida a um enredo de crítica social, usando analogias, metáforas, imagens, criando uma representação simbólica da realidade. Uma “caricatura” da sociedade com os seus jogos de poder, compradios e vinganças, desigualdade de classes, amores e traições, onde a religião vive paredes meias com crenças profanas. 

Classificação:10/10


sexta-feira, 10 de março de 2023

O Espião de um Bilião de Dólares - David E. Hoffman

 


O Espião de um Bilião de Dólares

David E. Hoffman

Editor: Alma dos Livros

Edição: fevereiro de 2023



SINOPSE

Ao sair da embaixada americana em Moscovo na noite de 16 de fevereiro de 1978, o chefe de posto da CIA ouviu uma pancada na janela do seu carro. Um homem no passeio entregou-lhe um envelope cujo conteúdo aturdiu a inteligência americana: detalhes da investigação soviética ultrassecreta e desenvolvimentos na tecnologia militar que eram totalmente desconhecidos para os Estados Unidos.

Nos anos que se seguiram, Adolf Tolkachev, engenheiro num gabinete de design militar soviético, usou o seu acesso de alto nível para entregar dezenas de milhares de páginas de segredos soviéticos. Tais revelações permitiram à América reformular os seus sistemas de armas para derrotar o radar soviético no solo e no ar, dando aos Estados Unidos uma quase total superioridade nos céus sobre a Europa.

Durante anos, conseguiram iludir o temido KGB no seu próprio território, até que chegou o dia em que uma traição inesperada pôs tudo em risco.

Comentário:

David Hoffman num trabalho de jornalismo de investigação nos arquivos da CIA recentemente disponibilizados e em entrevistas com os protagonistas, leva o leitor a Moscovo para assistir ao secreto “jogo” de espionagem, entre a CIA e a KGB.

Classificação: 8/10



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

O Drama e a Glória do Padre António Vieira - Mário Domingues


O Drama e a Glória do Padre António Vieira

Mário Domingues

1ª Edição / 1952

Edição Romano Torres 







SINOPSE

António Vieira foi um acérrimo defensor dos judeus perseguidos pela inquisição, ao ponto de conseguir a abolição da politica discriminatória entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Missionário da companhia de Jesus desenvolveu um trabalho notável em terras Brasileiras defendendo até á exaustão os direitos humanos dos povos indígenas.


Comentário:

Mário Domingues foi um grande divulgador de História de Portugal, com sua série: Evocação Histórica deu a conhecer, aos seus leitores, várias personagens da História de Portugal, apresentado estas não da perspectiva do Historiador ( que não era ) mas sim pelo olhar do Jornalista. Com um estilo muito próprio para abordar os factos histórias e as personagens históricas, com que deliciou os seus leitores. 

Foi com prazer que li - O Drama e a Glória do Padre António Vieira - aprendendo mais sobre esta personagem histórica tão importante para a sua época, em que exerceu grande influência, deixando marcas que se perpetuaram até aos nossos dias.


Classificação. 9/10