«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Deixar Aleppo - Manuela Niza Ribeiro


 Nova entrada na Bibliotaca JMO

Deixar Aleppo

Manuela Niza Ribeiro

1ª Edição -Janeiro 2024

Editorial Novembro

 

Sinopse

Nesta narrativa, que é ao mesmo tempo profundamente comovente e terrificante, a Manuela Niza evidencia uma voz de empatia e solidariedade incomum e cativante.

Richard Zimler (escritor) In contracapa “Deixar Aleppo”


sábado, 27 de janeiro de 2024

A LIVRARIA DOS GATOS PRETOS - PIERGIORGIO PULIXI

A LIVRARIA DOS GATOS PRETOS
PIERGIORGIO PULIXI
1ª edição, outubro 2023
Chancela: Clube do Autor
Categoria: Literatura Internacional
Temática: Thriller

 



Um thriller repleto de suspense e ironia que homenageia os grandes clássicos policiais. A paixão pelos livros e o fascínio pelo mistério.
Uma homenagem aos grandes clássicos da literatura policial.
«Os casos mais difíceis costumam ser os mais banais. São espinhosos só porque o investigador carrega o crime com uma complexidade que é apenas aparente, fruto dos seus preconceitos. Mas, na verdade, é tudo extremamente simples e a resposta está ali, onde menos se espera, escondida sob um manto de banalidade.»

SINOPSE
Uma livraria peculiar. Um livreiro com um passado como professor de matemática. Uma investigação sobre um assassino implacável que se move nas sombras. Um grupo de detetives amadores, leitores inveterados, cada um com a sua própria fraqueza.
Um reformado melancólico, um frade vivaço, uma octogenária obcecada com assassinos em série, uma jovem que se veste de preto e sonha matar alguém e um livreiro à beira da falência. Confiaria nestes detetives para conduzir a investigação de um crime?

Comentário:

Uma Livraria, o seu Livreiro tempramentral, os seus peculiares clintes, um clube de leitura,  não esquecer  Miss Marple e Poirot - os gatos - . um assassino cruel - vários crimes, um caso policial para resolver.. Tudo isto bem misturado só podia resultar num policial  que prende o leitor da primeira à última página. É essencialmente,  um livro sobre livros e os seus leitores, todos diferentes, todos iguais no gosto pela leitura. 

Classificação: 10/10


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

A MAIS BREVE HISTÓRIA DA RUSSIA - José Milhazes

Nova entrada na Biblioteca JMO

A MAIS BREVE HISTÓRIA DA RUSSIA
      - DOS ESLAVOS A PUTIN –

José Milhazes

4ª Edição: Março 2022

Publicações Dom Quixote

 

SINOPSE

A breve história do país de que mais se fala.
Nação de proporções colossais ou continente? Luz do mundo ou terra condenada? Aliado da Europa e do Ocidente ou seu adversário mortal? Território de santos, czares, poetas, pintores, revolucionários e músicos, a Rússia é um enorme mistério que importa desvendar. Esconde uma história tão rica, antiga e diversa quanto desconhecida.
José Milhazes, o grande especialista português da Rússia, propõe neste livro uma viagem fascinante que atravessa séculos e séculos da história, cultura e civilização russas, que começa nos povos eslavos vários séculos antes de Cristo e acaba na actualidade, com Putin. 
Nesta edição que inclui dezenas de fotografias e mapas – além de uma cronologia e de bibliografia aconselhada para quem quiser saber mais – fique a conhecer a geografia, os povos, as grandes figuras, efemérides e feitos desta grande nação em permanente devir.


terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Portugal e o Descobrimento Europeu da América - Cristóvão Colombo e os Portugueses - Alfredo Pinheiro Marques


Nova entrada na Biblioteca JMO


Portugal e o Descobrimento Europeu da América
 - Cristóvão Colombo e os Portugueses - 
Alfredo Pinheiro Marques
Impressa Nacional - Casa da Moeda, EP / 1992



Sinopse
“Neste século não poderão nem deverão os Portugueses alhear-se das Comemorações Colombinas que vão ser levadas a cabo em Itália, em Espanha e em outros locais. Tal como aconteceu no passado – quando para as comemorações de 1892 se mobilizaram grandes nomes da historiografia e da cultura portuguesas, como Henrique Lopes de Mendonça, Pinheiro Chagas, Oliveira Martins e tantos outros deverão agora os Portugueses participar nas celebrações que vão ser realizadas, e aí deverão mostrar, quer os seus próprios descobrimentos geográficos e encontros de culturas na época renascentista mais vastos que os colombinos-quer a sua influência decisiva na génese do descobrimento europeu da América, devido à influência que Colombo sofreu de Portugal e dos Portugueses.
Este nosso trabalho pretende ser desde já um contributo nesse sentido, incidindo sobre o segundo dos aspectos considerados. A sua intenção não é a de apresentar quaisquer novos dados ou interpretações longe de nós querermos entrar com pretensões de grande originalidade no matagal das teorias colombinas (onde sabemos que nos esperam autênticos vespeiros…). Pretendemos simplesmente deixar à disposição do público em geral dos curiosos, dos estudantes, dos leitores nada eruditos mas amadores das relações e visões globais dos acontecimentos (como diria António Sérgio) – uma perspectiva sintética acerca de um tão importante problema.
Julgamos que faltava um estudo como este, que pretende apontar-se ao essencial, sem descurar a complexidade das matérias (complexidade que neste caso se afigura realmente assustadora).” in Preâmbulo


sábado, 20 de janeiro de 2024

Mataram o Sidónio! - Francisco Moita Flores

Mataram o Sidónio!

Francisco Moita Flores

3ª Edição – Junho 2010~

Casa das Letras

 



SINOPSE

O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918.
Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica.
Os resultados são inesperados e Mataram o Sidónio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.

Comentário: 
Moita Flores leva o leitor a 1918 para participar na investigação do assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido a 14 de Dezembro 1918, Na versão "oficial" o Presidente da Republica, foi assassinado com dois tiros certeiros um disparado pela pistola de José Júlio Costa e o outro (???). O Médico Legista , utilizando as técnicas forense, que nesta altura dão os seus primeiros passos, chega a uma conclusão diferente:  o Presidente da Republica foi assassinado com um único tiro certeiro e este não foi disparado pela pistola de José Júlio Costa. 
O leitor pela pana e genialidade de Moita Flores participa na investigação como protagonista de uma das atuais series televisivas de investigação policial.

Classificação: 8/10

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

ULTIMAS PALAVRAS - Eça de Queiroz


 Nova entrada na Biblioteca JMO

ULTIMAS PALAVRAS

Eça de Queiroz

8ª Edição

Livraria LELLO & IRMÃO - Editores


Ultimas Páginas(Manuscritos Inéditos) 1912

S. Christovam - S.tº Onofre - Artigos Diversos

"As Ultimas páginas encerram tudo o que de inédito appareceu entre os seus papeis." os Editores

domingo, 31 de dezembro de 2023

Terra do Pecado - José Saramago



Terra do Pecado

José Saramago

Janeiro 1999 / Circulo de Leitores

 


Em entrevista ao jornal O Independente, em 17 de maio de 1991, dizia o escritor sobre este seu primeiro romance:


"Escrevi o meu primeiro livro aos 25 anos, em 1947. Chamava-se a "Viúva". Foi publicado pela Minerva, mas o editor achou que "A Viúva" não era um título comercial e sugeriu que se chamasse "Terra do Pecado".
Pobre de mim, queria era ver o livro editado e assim saiu. De pecados sabia muito pouco e, embora a história comporte alguma actividade pecaminosa, não eram coisas vividas, eram coisas que resultavam mais das leituras feitas do que duma experiência própria. Não o incluo na minha bibliografia, apesar de os meus amigos insistirem que não é tão mau como eu teimo em dizer. Mas como o título não foi meu e detesto aquele título...
Acho que é por isso que resisto a aceitá-lo. Um dia, quem sabe se não reconhecerei a paternidade uma vez que há por aí exemplares. Ainda outro dia encontrei um, numa dessas bancas em segunda mão, e paguei por ele oito contos. Com desconto, porque o homem reconheceu-me e abateu-me quinhentos escudos. Um preço completamente disparatado e exorbitante"

Comentário:
"Terra do Pecado". foi primeiro Romance de José Saramago - "Escrevi o meu primeiro livro aos 25 anos, em 1947. Chamava-se a "Viúva". Foi publicado pela Minerva, mas o editor achou que "A Viúva" não era um título comercial e sugeriu que se chamasse "Terra do Pecado". 
"Terra do Pecado" ( ou "Viúva") ainda não tem  o "estilo de escrita" que identifica o nosso Nobel da Literatura. Saramago dizia que era - um contador de histórias -, nesta  primeira história é já notório o talento deste Grande Escritor da Lingua Portuguesa 

Classificação: 10/10


sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

A GRANDE HISTÓRIA DAS REVOLUÇÕES - PETER FURTADO

A GRANDE HISTÓRIA DAS REVOLUÇÕES
PETER FURTADO
Edição ou reimpressão: 25/10/2023
Chancela: Clube do Autor
Categoria: História e Ciência
Temática: História Universal

 



SINOPSE

A Grande História das Revoluções apresenta uma visão abrangente dos eventos politicamente mais significativos da história moderna, lançando uma nova luz sobre as revoluções e a sua relevância. Para o bem e para o mal, o legado permanece
Ao longo da história, as revoluções - pacíficas ou violentas, radicais ou reacionárias - moldaram o mundo em que vivemos. Mas o que esteve por trás de cada luta? Quais os objetivos visados? Cada revolução é um produto da sua época, da sua sociedade, do seu povo - e os resultados variam significativamente.
Uma obra esclarecedora e pertinente sobre as grandes revoluções desde o século XVII até à atualidade. Os eventos políticos mais relevantes da história moderna.

Comentátio:
Transmite o que de essencial há a saber sobre as (as mais importantes) Revoluções da História, com rigor histórico.  

Classificação: 10/10


terça-feira, 12 de dezembro de 2023

As Batalhas Da Bíblia - Uma História Militar do Antigo Israel - CHAIM HERZOG & MORDECHAI GICHON

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As Batalhas Da Bíblia
Uma História Militar do Antigo Israel
CHAIM HERZOG & MORDECHAI GICHON
1ª Edição – Junho 2008
Editora: Fronteira do Caos


Descrição

A localização estratégica da Terra Santa como principal ponte terrestre do Mediterrâneo Oriental tem, desde a Antiguidade, obrigado os seus habitantes desejosos de independência a manterem uma máquina de guerra eficaz e a utilizarem-na com perícia de tempos a tempos, de forma a não abdicarem da sua liberdade. Somente deste modo, e através de uma total exploração militar do terreno, conseguiram os Judeus de antanho manterem-se senhores de facto do antigo Israel durante doze séculos.Estes feitos militares de uma pequena nação, combatendo quase sempre em grande inferioridade, afiguram-se-nos dignos de registo. 

Além de oferecer o contexto e a interpretação militares dos acontecimentos que deram forma à história bíblica, a análise crítica das guerras e assuntos militares da Bíblia encerra muitas lições que ainda hoje são válidas.

Comentário:

As Batalhas Da Bíblia, analizadas por especialistas em estragégia militar, faz o enquadramento histório da ajudando a compreender melhor  "as passagens" da Biblia. referentes "histório de Israel e do seu povo" 

Classificação: Recomendo para o estudo da Biblia. História de Israel e do seu povo



O Segredo de Espinosa - José Rodrigues dos Santos

 

O Segredo de Espinosa

José Rodrigues dos Santos

Editora: Planeta

Edição: 2ª / Novembro /2023





Sinopse
 
Amesterdão, 1640.
Um judeu é excomungado na Sinagoga Portuguesa por questionar as Sagradas Escrituras. Uma criança assiste a tudo. O pequeno Bento de Espinosa é considerado o maior prodígio da comunidade portuguesa de Amesterdão, mas o episódio planta nele a semente da dúvida: E se a Bíblia estiver mesmo errada?
A suspeita irá lançar Bento na maior busca intelectual de sempre.
Quem realmente escreveu os textos sagrados? Qual é a verdade sobre Deus? O que é afinal a natureza?
Mas esta é uma busca proibida e depressa o jovem judeu português descobre que terá de pagar um preço terrível pelas suas perguntas. Os rabinos judeus e os pregadores cristãos perseguem-no e acusam-no do pior dos crimes: HERESIA
O Segredo de Espinosa é uma aventura extraordinária, onde acompanhamos a vida de Bento de Espinosa, o maior filósofo português, e a sua busca proibida e perigosa por respostas. E se a Bíblia estiver mesmo errada? O que é a natureza? Quem escreveu os textos sagrados?
Estas respostas têm um preço elevado. Acusado de heresia, expulso da Sinagoga Portuguesa em Amesterdão, Bento de Espinosa é perseguido até ao fim dos seus dias.
Novo romance de José Rodrigues dos Santos, o escritor favorito dos portugueses. Inspirando-se na vida de Bento de Espinosa, considerado o maior filósofo português de sempre, e o inventor do mundo moderno. Uma aventura épica em busca de um segredo...

Comentário;
José Rodrigues dos Santos em "O Segredo de Espinosa" conta-nos a estória de Bento de Espinosa, um dos maiores filosofos, de origem Portuguesa, nascido em Amesterdão no seio de uma famila de Judeus Portugueses. 
Numa narrativa de leitura agradavel, proporciona ao leitor conhecer melhor Bento de Espinosa e assim contribuindo para compreender o "pensamento" e a influência que teve na estruturação do mundo moderno.

Classificação: 8/10

terça-feira, 28 de novembro de 2023

O Instinto Supremo - Ferreira de Castro

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O Instinto Supremo

Ferreira de Castro

Edição Corrente / 1968

Editora; Guimarães & Cª

 


SINOPSE

«Eram novos, magros e descascados, um ao lado do outro, os dois mastros. Unia-os, ao meio, uma tira de pano branco, com grandes letras negras, onde se lia: Morrer se necessário for; matar, nunca!»
Curt Nimuendajú, etnólogo alemão naturalizado brasileiro, prepara-se para liderar uma missão cujo objetivo é pacificar os índios parintintins no interior da selva amazónica. A missão, orientada pela visão de Cândido Rondon, marechal e explorador sertanejo, republicano e abolicionista, segue o lema deste: Morrer se necessário for; matar, nunca!
Os homens, enviados pelo Serviço de Proteção aos Índios, são obrigados a fazer uma jura antes de partirem: aconteça o que acontecer, nunca tirarão a vida de um índio. Ao longo do caminho, terão de enfrentar todo o tipo de desafios: a selva é impiedosa, os índios hostis e, talvez o mais difícil, deverão contrariar o seu próprio instinto de sobrevivência perante uma ameaça que não podem combater.
Último livro publicado por Ferreira de Castro, O Instinto Supremo constitui um regresso do autor à Amazónia, cenário do seu livro-monumento A Selva. Ganha, com o tempo, estatuto de clássico e, a forma como a crueza do processo de pacificação dos índios convive nas suas páginas com o virtuosismo das descrições da floresta, torna-o um livro necessário e único.


quinta-feira, 23 de novembro de 2023

GUERRA E PAZ - Leão Tolstoi


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GUERRA E PAZ
Leão Tolstoi
Colecção "Os Grandes Romances Históricos"
Amigos do Livro, Editores, Lda




Sinopse

A imensidão da obra torna-a difícil de resumir de forma clara e concisa. Além disso, o autor alinhava sua narrativa com muitas reflexões pessoais que tendem a quebrar o ritmo da leitura. A ação se instala entre 1805 e 1820, ainda que, em realidade, a essência da obra se concentre em determinados momentos-chave: a Guerra da Terceira Coalizão (1805), a Paz de Tilsit (1807) e enfim a Campanha da Rússia (1812). No entanto seria falso acreditar que "Guerra e Paz" trate apenas das relações franco-russas à época. Além das batalhas de Schoengraben, Austerlitz e de Borodino, Tolstói descreve com bastante cuidado e precisão os milhares de nobres da Rússia czarista, abordando diversos temas então em moda; a questão dos servos, as sociedades secretas e a guerra. Os personagens de "Guerra e Paz" são tão abundantes e ricamente detalhados que é difícil encontrar na obra um "herói", apesar de ser Pierre Bézoukhov o personagem mais recorrente.