«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A CASA DOS LÓIOS - Rui Alcântara Carreira












A CASA DOS LÓIOS
Rui Alcântara Carreira
1ª Edição: Novembro 2017
Editorial Novembro

 SINOPSE

Nesta narrativa, de carácter marcadamente histórico, poder-se-ão identificar três elementos fundamentais, intrinsecamente articulados ao longo do respetivo enredo.
Desde logo, ter-se-á que destacar o Porto, porquanto cidade em constante transformação e protagonista de alguns dos episódios mais marcantes da história de Portugal, aqui oportunamente evocados.
Também o atual Largo dos Lóios – antiga Praça de Santo Elói – é merecedor de especial relevância. O mesmo constitui, para muitos, um dos locais mais emblemáticos da cidade invicta, tendo beneficiado, ao longo dos séculos, do facto de se situar numa área privilegiada do tecido urbano, permitindo-lhe testemunhar – e, naturalmente, refletir – as distintas realidades política, social e económica aqui vividas em diferentes épocas.
Uma casa, em particular, bem como aqueles que nela habitam, assumem também, por sua vez, uma importância singular nesta narrativa. Com efeito, no número quinze do Largo dos Lóios, definem-se sucessivas vivências quotidianas, moldadas, sem surpresa, pelos diferentes ritmos e transformações que, gradualmente, são impostos à própria cidade.
Os factos e acontecimentos aqui descritos são, na sua essência, reais. Alguns deles, porventura, poderão ser tão-somente verosímeis.
A Casa dos Lóios existe, verdadeiramente. Tendo sido projetada em 1840, seria edificada pouco tempo depois, expondo-se aos olhos de todos, orgulhosamente, a partir desse momento. Assumiu a condição de verdadeiro lar, tendo acolhido, durante décadas, uma família tradicional burguesa de “portuenses de gema”. Um reduzido número de outros residentes e, sobretudo, um amplo leque de visitas da casa, mais ou menos habituais, tornariam particularmente animadas as rotinas aqui estabelecidas.

Comentário;
A Casa dos Lóis,  a Casa do Largo -"o palco" - da história da família que albergou, entre séc. XIX - XX, situada na baixa da  cidade do Porto. Cenas - da vida dos Sousa Nogueira, retractando como vivia uma família da "classe média"  no decorrer dos séc. XIX - XX, com mais ou menos dificuldades, casamentos, nascimentos, mortes, as alegrias e tristezas, bons e maus momentos, mas sempre ligados pelo amor à família e à Cidade.
A Casa dos Lóis que, da varanda do 4º piso, fronteira ao Largo, viu crescer a cidade e foi testemunha da sua história , conta, como evolui  a sociedade e a cidade durante este período, numa declaração de "amor" à cidade do Porto.

Classificação: 9/10

sábado, 24 de abril de 2021

TEMPO DE FUGA - Amadeu Lopes Sabino












TEMPO DE FUGA
Amadeu Lopes Sabino 
1ª edição/ Janeiro de 2021
Porto Editora

Tempo de Fuga, romance de Amadeu Lopes Sabino, que retrata as peripécias de um alto funcionário do Ministério da Economia do salazarismo que vende aos serviços secretos espanhóis pequenos segredos que faz passar por grandes. Mas porque, para Jorge Mathias, a espionagem é um jogo, conspira também com o Partido Comunista e parte para a República Democrática Alemã, onde a sua vida irá mudar irreversivelmente.

Comentário:

        Sabino, criou um "novo género literário" - Biografia de Ficção - em que personagens caricaturais e reais, convivem   num cenário de uma realidade ficcionada de uma simbiose perfeita em que todo o real é irreal e todo o irreal é real.  

Classificação: 10/10

domingo, 18 de abril de 2021

O Julgamento de Hipócrates - José Eduardo Carvalho

 








O Julgamento de Hipócrates
José Eduardo Carvalho
Letras Lavadas Edições
SINOPSE

Acontecimentos bizarros ocorrem no Hospital-Prisão de Água d’Alto, situado na vertente sul-leste da ilha de São Miguel, nos Açores. O complexo prisional integra o Centro Hipócrates de Estudos Biomédicos, criado e dirigido por Ramon Árias, médico-cirurgião, de origem peruana, que se proclama descendente do povo Atlante, que governou o continente da Atlântida, antes de submergir tragado pelas águas do oceano.
A fuga de um recluso, repatriado dos EUA, leva à denúncia dos estranhos casos clínicos e, num ápice, chegam ao conhecimento de uma jornalista do “Notícias dos Açores”.
Com o processo-crime “Operação Hipócrates” instaurado pelo Ministério Público, Árias é constituído arguido e levado a julgamento.
Paralelamente, Bárbara do Canto, diretora do Instituto de Geofísica e Vulcanologia está preocupada com o recrudescer da atividade sísmica do maciço vulcânico da Lagoa do Fogo que ameaça a sobrevivência do complexo prisional de Ramon Árias. Além do vulcanismo, há outra turbulência na vida de Bárbara: Gustavo Daguerre, fotógrafo freelancer da Geographic Magazine, interessado em fotografar a paisagem vulcânica. Entre eles nasce uma atração tão fulminante que supera a diferença de idades que os separa.
Ao longo dos dezasseis capítulos, a narrativa vai alternando a loucura de Ramon Árias com a paixão de Bárbara do Canto. De uma e de outra pode brotar a tragédia.

Comentário:
Um Romance de ficção - que é mais que um romance de ficção -  duas estórias distintas, a de Ramon Árias, médico-cirurgião, de origem peruana, Director do Hospital-Prisão de Água d’Alto  situado na vertente sul-leste da ilha de São Miguel, nos Açores. O complexo prisional integra o Centro Hipócrates de Estudos Biomédicos, criado e dirigido pelo próprio  Ramon Árias. Narrada em paralelo com a de  Bárbara do Canto e Gustavo Daguerre. Se esta é uma vulgar estória de amor, com as dúvidas e incertezas "normais" de uma estória do amor, onde também não falta, em vez de um final feliz, um final trágico para por fim aquele amor que para Bárbara do Canto e Gustavo Daguerre. era improvável. ´Na outra estória, - também de ficção -, conta os acontecimentos bizarros que ocorrem  no Centro Hipócrates de Estudos Biomédicos, criado e dirigido por Ramon Árias, um louco (?), ou um homem sem escrúpulos nem princípios, que ultrapassa os limites da ética na investigação médica e não respeita os direitos humanos dos presos do Hospital-Prisão de Água d’Alto,  Esta narrativa leva o leitor a questionar quais os limites éticos da ciência, versos, os direitos humanos. É por isto  que é mais que um romance de ficção.

Classificação 8/10

sábado, 10 de abril de 2021

Os Canibais e Outros Contos - Álvaro Carvalhal

Nova entrada na Biblioteca JMO

Os Canibais e Outros Contos

Álvaro Carvalhal

Editor: Livros do Brasil

Colecção: Clássicos Portugueses

Edição/reimpressão: 04-2021

ÁLVARO DO CARVALHAL Nasceu em Padrela, no concelho de Valpaços, a 3 de fevereiro de 1844. Iniciou a sua atividade literária com 17 anos, quando, ainda aluno do liceu, publica a peça O Castigo da Vingança. A escolha de temas profundamente inquietantes, onde se cruzam o fantástico, o exótico, a ironia e o medo, fazem dele um caso singular na literatura oitocentista portuguesa. Longo seria o caminho até que as letras portuguesas lhe abrissem o seu corredor, reconhecendo o valor inestimável das narrativas recolhidas em Contos, que tentou ao máximo preparar antes de ser vitimado por um aneurisma. Morreu a 14 de março de 1868, com apenas 24 anos, enquanto frequentava o quarto ano de Direito na Universidade de Coimbra.

SINOPSE

Acometido por um aneurisma, Álvaro do Carvalhal esforçou-se até ao fim para terminar os seus Contos, seis histórias de humor negro onde o sobrenatural invade, sem concessões, o consciente do leitor. Nesta viagem, será impossível desviar o olhar dos fantasmas que se abeiram para dominar a noite, esquecer as trágicas vidas dos casais interrompidas pela vingança e pelo ciúme, ou o delírio de um jogador viciado. Em «Os Canibais», o conto de culto do género fantástico português que empresta o título a este livro, adaptado habilmente ao cinema por Manoel de Oliveira, seguimos o desespero de Margarida e do visconde de Aveleda, separados por um corpo monstruosamente mutilado… Embora excluído do cânone literário oitocentista por ser tido como escritor maldito, Álvaro do Carvalhal ensaia aqui uma das experiências mais notáveis do romantismo português, dada à estampa pela primeira vez em 1868

sábado, 27 de março de 2021

Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida - Almeida Maia









Capítulo 41 – A Redescoberta da Atlântida

Almeida Maia

Letras Lavadas Edições

Açores/ 3ª edição /2018

SINOPSE

O professor universitário Paolo Benevoli, que lidera uma secreta investigação da localização da Atlântida , é assassinado, tal como o seu assistente, logo após ser encontrada uma lápide com uma mensagem extremista no átrio do Palácio de Sant’Ana. A seita Free the Landscape of Atlantis ameaça pôr a descoberto achados arqueológicos chocantes que podem obrigar a reescrever toda a História.

Será que outros povos já conheciam os Açores antes da chegada dos navegadores portugueses? Poderão ter deixado provas da sua passagem? As nove ilhas de bruma podem ser o que resta da Atlântida perdida? Que segredos esconderá o fundo oceânico do Atlântico?

O alarme dispara! Movimentam-se autoridades políticas, civis, policiais e militares; accionam-se meios terrestres, marítimos e aéreos; Judiciária, GNR e Interpol unem forças; snipers assumem posições, tropas apertam o cerco; jornalistas ligam as câmaras, testam os microfones… e o mundo sustém a respiração para assistir a um tumulto nunca antes visto nas pacatas ilhas.

Nesta história surpreendente do autor galardoado de “Bom Tempo no Canal: A Conspiração da Energia”, desfilam descobertas arqueológicas recentes que reacendem a polémica da passagem de outros navegadores pelos Açores antes dos portugueses e temas controversos que lançam o debate à ribalta.


Comentário:

Almeida Maia era para mim desconhecido, o titulo do livro despertou algum interesse, gosto deste"género" de romance, - difícil de rotular - mas que diria - ficção, suspense com base histórico-cientificaGénero tão em voga e já vulgarizado, resultando num crescente proliferar de livros, na sua maioria sem interesse, - mesmo alguns de autores ( nacionais e estrangeiros ) consagrados do género. 

CAPÍTULO 41 - A Redescoberta da Atântida, surpreendeu-me, não é mais um entre muitos, é um que se destaca dos muitos, um livro bem construído onde ficção e suspense aparecem bem doseadas entre história e estórias sem lhe faltar acção e conspiração, resultando numa narrativa de leitura fácil e cativante, que desperta interesse a cada capitulo, mas mantendo sempre as estórias enquadradas na História 

Classificação: 10/10

Novas entradas na Biblioteca JMO

 Novas entradas na Biblioteca JMO


                                                   Obrigado "Letras Lavadas Edições"

quarta-feira, 17 de março de 2021

segunda-feira, 8 de março de 2021

Dança das Estrelas - Ema Donoghue








Dança das Estrelas

Ema Donoghue 

Edição/reimpressão: 03-2021
Editor: Porto Editora

Obrigado Porto Editora!

    No cenário da mortífera gripe espanhola, uma história de esperança e sobrevivência contra 
todas as expectativas

Dublin, 1918.
Numa Irlanda duplamente devastada pela guerra e doenças, a  trabalha num hospital sobrelotado e com falta de pessoal, onde grávidas que contraíram uma gripe desconhecida são colocadas em quarentena. Neste contexto já bastante difícil de gerir, Julia terá ainda de lidar com duas mulheres enigmáticas: a Dra. Kathleen Lynn, procurada pela polícia por ser uma líder revolucionária do Sinn Féin, e uma jovem ajudante voluntária sem experiência de enfermagem, Bridie Sweeney.
É numa enfermaria minúscula, escura e sem condições, que estas mulheres vão lutar contra uma pandemia desconhecida, perder pacientes, mas também trazer novas vidas ao mundo. No meio da devastação, histórias de amor e humanidade no dia a dia de mães e cuidadoras que, de várias formas, acabam por cumprir missões quase impossíveis.


Comentário.

A história é "centrada" num hospital em Dublin em finais do ano de 1918, em plena pandemia da "gripe espanhola"- A obra foi publicada 2020, ano da pandemia Covid 19. Premonição? (pergunta  inevitável).  Não! com certeza que não. Mas obriga a reflectir nas semelhanças - avisando que a História se repete e que das suas "lições" devemos tirar algum ensinamento. 
A narrativa é de construção simples, com personagens principais  bem construídas  - a enfermeira Julia Power e a ajudante Bridie Sweeney - que fazem da historia com, sofrimento, dor, morte,  uma história de humanidade, de amor, e de abnegação ( aqui também a semelhança com a actual pandemia Covid 19, em que é de louvar e principalmente agradecer  -  a humanidade, o amor, a abnegação - de todos os profissionais de saúde).
Apesar do sofrimento, desalento, dor, morte, a história cativa, diria mesmo é "bonita" pela humanidade e amor que  a enfermeira Julia Power e ajudante Bridie Sweeney,  trazem para a narrativa tornando esta mais leve e de leitura compulsiva. 


Classificação 10/10


domingo, 7 de março de 2021

O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco








O Pêndulo de Foucaut

Umberto Eco
Grupo Cofina / Revista Sábado
Biblioteca Sábado
Setembro 2008


SINOPSE

Numa editora milanesa, três colegas, cansados de ler medíocres manuscritos sobre temas esotéricos, começam a pegar em todos os temas recorrentes que encontram e a urdir com eles uma conspiração milenar que percorre os grandes enigmas da história ocidental. Mas a sua brincadeira acaba por coincidir com ideias que algumas pessoas levam a sério. Como desmentir a história àqueles que querem acreditar nela.

Não lido. Não passei da página 100, é enfadonho, muito lento, não desperta interesse. 

sábado, 6 de março de 2021

A Batalha de Toro - Marcelo Augusto da Encarnação








A BATALHA DE TORO

MARCELO AUGUSTO DA ENCARNAÇÃO 

Editora: Fronteira do Caos 

CONTRACAPA DO LIVRO:
O rei português jurou defender a honra de sua sobrinha Juana e restaurá-la no trono, afastando a tirania de Isabel e Fernando. Contudo, o projeto esmoreceu assim que o monarca português compreendeu que estava envolvido num xadrez político muito mais complexo do que havia julgado de início. Apesar de a fortuna ter sorrido a Afonso V nas primeiras etapas da guerra, aos poucos iam-se delineando os interesses privados antagónicos e as relações clientelares entre os castelhanos: conflitos com os franceses pela posse do Rossilhão; problemas em Navarra com beaumonteses a oporem-se aos agramonteses; querelas pela posse dos mestrados das ordens militares; e uma Castela já bastante dividida pela guerra civil. Não obstante estas dificuldades, não só pareceu a empresa legítima a Afonso V, como também se afasta da tradicional ideia de megalomania afonsina. O rei português detinha um partido com sólidos apoios e podia ser mesmo o vencedor da empresa. Não tendo conseguido discernir e avaliar corretamente a situação de todas as forças em jogo, a missão afonsina conheceu o ponto crítico na famosa batalha de Toro, ferida a 1 de março de 1476

Comentário:

Sobre a Batalha de Toro fazia falta uma Estudo de grande folgo. A Batalha de Toro de Marcelo Augusto da Encarnação, veio colmatar essa lacuna na historiografia Portuguesa, passando a ser com todo o merecimento a Obra de Referência sobre o tema.

Classificação: 10/10

Obrigado Fronteira do Caos!



 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

PORTUGAL NA IDADE MÉDIA - Sérgio Luís de Carvalho

 

PORTUGAL NA IDADE MÉDIA
Sérgio Luís de Carvalho
Edição ou reimpressão: 21/10/2020Chancela: Categoria: Temática: Uma obra de grande fôlego sobre um dos períodos mais complexos e fascinantes da nossa História. Portugal Medieval - Da fundação da nacionalidade no século XII até à expansão marítima no início do século XVI. 
SINOPSE
A Idade Média tem má fama. De facto, a este largo período de mais ou menos mil anos, que vai da agonia do Império Romano até à Expansão europeia, estão associadas amiúde as pestes e a fome crónica, a falta de higiene, o fanatismo religioso/inquisitorial e a ignorância, a rudeza e a brutalidade, a guerra endémica, o obscurantismo e a repressão. Mas nem só de sombras se faz a sua História…
A Idade Média portuguesa e europeia é, por essência, cristã e agrícola, feudal e senhorial, árdua e mística, violenta e ordeira. Portugal nasceu de uma sublevação das elites portucalenses contra o reino de Leão, alargando-se tal pulsão autonomista dessas elites para o povo. Depois, alargou-se o território para sul. Daí adveio, contudo, uma particular unidade. Essa foi, de resto, não só uma primeira originalidade, como foi igualmente o dealbar.
A génese e construção de Portugal ocorreria entre as primeiras andanças de D. Afonso Henriques até à conquista definitiva do território, com D. Afonso III. Depois, veio a consolidação de uma identidade com a afirmação de uma língua nacional, de um Estado e de uma cultura própria. Com D. João I, Portugal e a sua gente refez-se. Os Descobrimentos foram a sequência lógica de uma nação que, com a dinastia de Avis, era já pequena nas suas fronteiras. 
Como se vivia na Idade Média? Como se amava? O que se vestia e o que se comia (e o que não se podia comer ou vestir)? Como se viajava? O que se fazia em caso de doença? Como se estudava e como se amparavam os desvalidos? Quem mandava? Como se faziam as leis e se aplicava a justiça? Como se rezava e em que é que não se podia acreditar? Que idioma se falava? De que se tinha medo? Qual era o aspeto das vilas e das casas? Como se vivia a dor e o prazer?
Esta é uma viagem à Idade Média portuguesa. Nestas páginas redescobrimos um Portugal aparentemente perdido nas brumas do tempo, mas que pode ser reencontrado em cada esquina das nossas terras mais antigas e em cada recanto da nossa memória coletiva. E de repente, tudo nos parecerá familiar, como se o passado nos entrasse subitamente em casa…
Uma descoberta surpreendente de uma época marcante da nossa História, através de uma linguagem coloquial, mas rigorosa. Uma época considerada tantas vezes tenebrosa, mas que, afinal…


Comentário.

 PORTUGAL NA IDADE MÉDIA de Sérgio Luís de Carvalho, é uma obra de divulgação de história, (para não lhe chamar - Ensaio - respeitando a vontade do Autor ao dizer  "tomamos a decisão de o aliviar de algumas características básicas inerentes aos manuais destinados aos académicos e aos estudiosos da História"), de fácil leitura, acessível, por vezes até com algum humor, mas sem perder a seriedade e o rigor de um manual destinado aos académicos e aos estudiosos, apesar de o não ser.  Era necessário um livro assim para desmistificar a História, ao leitor menos conhecedor desta, para trazer - luz - sobre a Idade Média (não só em Portugal), que alguns Académicos ainda a descrevem como a idade das trevas.

Classificação: 10/10


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

A Lua e as Fogueiras - Cesare Pavese


 






A Lua e as Fogueiras
Cesare Pavese
Editor:Livros do Brasil
Colecção: Dois Mundos

SINOPSE

Depois de vinte anos emigrado na América, um homem regressa à Itália da sua juventude. Percorre os caminhos da aldeia onde viveu ainda rapaz, atravessa os campos e descobre que à sua volta tudo mudou. Tudo menos a paisagem e Nuto, um velho amigo com quem gosta de falar do passado. Ao seu espírito acorrem as imagens de outros tempos, os primeiros amores, as primeiras experiências de vida, mas entretanto outros acontecimentos intervêm, já não recordações, mas a cega loucura do presente, outros fogos que não são já as fogueiras que os camponeses acendiam, mas incêndios provocados pela raiva ou pelo desespero. Romance que precede em poucos meses o suicídio do autor, em 1950, A Lua e as Fogueiras é uma história sobre a passagem do tempo, as cicatrizes que se acumulam no homem e, em contraponto, a impassibilidade da natureza. Um texto que revela em pleno os talentos de Cesare Pavese.

Comentário.
Romance - autobiográfico?! - ou pelo menos uma reflexão, um ajuste de contas com a vida, antes de a deixar. Na verdade esta foi a última obra escrita pelo autor, poucos meses depois Cesare Pavese suicida-se, num quarto de hotel em Turim. 

Num texto de fácil leitura, apesar da sua dureza, mas por vezes com humor Cesare Pavese narra o seu regresso à terra natal. onde a deambular pelas ruas e lugares da sua juventude, nas  conversas com o amigo de infância, faz uma reflexão, um ajuste de contas com a vida, procura resposta para questões mal resolvidas, talvez até mesmo o remorso  de abandono de alguns ou o sentimento da abandonado por outros, que estiveram sempre presentes a necessitar de esclarecimento.  

- Obrigado "LIVROS DO BRASIL" - Gostei

Classificação 8/10