«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

A Princesa dos Bijagós - Alexandre Faria


Nova entrada na Biblioteca JMO

Próximas leituras...

A Princesa dos Bijagós
Alexandre Faria
Ilustração: Ricardo Braz
Editor: Editorial Novembro
Edição: outubro de 2023


SINOPSE
Ilustrações do Miolo: Alunos da da Escola Primária de Eticoga – Orango – Arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau
Alexandre Faria, depois de escrever o romance Okinca, dedica A Princesa dos Bijagós às crianças africanas.
Era uma vez uma princesa que vivia numa ilha no meio do Oceano Atlântico. Não tinha mais de 8 anos, mas o desejo de ser uma grande rainha, superava todos os outros.
O reino situava-se no Arquipélago dos Bijagós, no continente africano, e Orango, a terra insular onde habitava, era a última das oitenta e oito ilhas, repleta de animais exóticos e de aldeias espalhadas ao longo do seu território.
A princesa chamava-se Pampa, gostava de usar tranças no seu cabelo e, desde que nascera, preparava-se da melhor forma para suceder aos seus pais, assim que a altura chegasse.

Glamim - A Travessia - Maria Alzira Cabral


 Nova entrada na Biblioteca JMO

Próximas leituras...

Glamim - A Travessia
de Maria Alzira Cabral
Editor: Editorial Novembro
Edição: outubro de 2023


SINOPSE

«A água reflete no impercetível movimento o azul do fundo da banheira. Dispo-me antes de mergulhar na sua bênção. Olho o meu corpo nu cuja perfeição é um dos indícios da sua origem artificial. Reconheço o paradoxo que me anima: uma mente masculina num corpo tão feminino. No meu olhar revive o Narciso que se enamorou de si próprio ao ver o rosto refletido na água. O corpo que Ahed me emprestou é belo como o mármore das estátuas talhadas por mestres escultores. Assim se manterá durante vinte anos, o tempo de vida que com ele me foi concedido.
Afundo-me na banheira, mas não posso usufruir o prazer daquele momento com o vagar que ele exige já que o tempo comanda com mais premência a vida dos glamim do que a dos homens, pois eles conhecem desde o início o dia do seu fim.»
 In contracapa Glamim - A Travessia

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Ensina-me a Voar sobre os Telhados - João Tordo


 


Ensina-me a Voar sobre os Telhados
João Tordo
Editor:  Companhia das Letras



SINOPSE

Japão 1917. Por desonrar o nome da família, o jovem Katsuro é exilado pelo seu próprio pai, um poderoso governador, num ilhéu inóspito. Abandonado, o rapaz irá deparar-se, pela primeira vez, com o terrível segredo da família Tsukuda, enquanto luta para sobreviver à fome, à sede e à culpa.

Lisboa, cem anos depois. No Liceu Camões, um dos mais antigos da cidade, um professor de Geografia suicida-se numa sala de aula. O nosso narrador, funcionário do liceu e alcoólico em recuperação, decide inaugurar uma reunião semanal para ajudar os colegas a superar o choque. Numa noite de Inverno, um misterioso desconhecido aparece no encontro. É japonês e chama-se Tsukuda. O seu estranho comportamento desperta no narrador um fascínio doentio. Ambos são perseguidos pelo passado, ambos desejam o impossível.

Algures entre o sonho e a mais pura realidade, Ensina-me a voar sobre os telhados é um lugar onde um pai e um filho aprendem a amar-se, é um espaço onde se procura aceitar dores antigas e abraçar a fragilidade humana. Um romance que é uma elegia à beleza imperfeita da vida.

Comentário:

"Um romance que conta a vida de pessoas comuns, - não de  heróis  com uma vida  cheia de aventuras fantásticas e grandes feitos -,  em que nada acontece para além do que é normal "nas vidas banais". Um romance profundamente  analítico, introspectivo, sobre a vida das pessoas comuns,  que são todas aquelas que têm vidas banais, por isso mesmo pessoas "extraordinárias". As histórias extraordinárias são aquelas que contam as vidas banais. 

Este Romance foi a minha estreia na Obra de João Tordo, adorei é um Romance Extraordinário. 

Classificação: 10* /10


sábado, 19 de agosto de 2023

O Balio de Leça - Arnaldo Gama


O Balio de Leça

Arnaldo Gama

Editora: Livraria Tavares Martins

Ano de edição: 1935


Romance histórico, de Arnaldo Gama, editado postumamente, em 1872, cuja ação se desenrola no século XIV e que aborda o tema da decadência da Ordem dos Templários. O protagonista, citado no título da obra, é o velho balio (ou bailio) da ordem, que, ao regressar de uma peregrinação à Terra Santa, vem encontrar os seus cavaleiros mergulhados em vícios.

A obra-prima pelo rigor documental empregue na evocação da Idade Média, evidenciado nas notas e nos comentários explicativos do narrador acerca da terminologia e dos costumes referidos na intriga, e pela acuidade psicológica posta na delineação dos caracteres.

Comentário: 

Uma estória bem contada, onde não faltam, os sentimentos: amor, inveja, vingança, e uma dramatização intensa (em puro estilo "Romântico") em que as referências históricas servem de pretexto ao ao autor para criar o enredo, a volta das personagens históricas, com o auxilio de outras personagens, por si criadas, que desenvolvem a narrativa dando-lhe ação e emoção num ritmo que cativa o interesse do leitor da primeira à última página.

Classificação: 10/10

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

A Guerra Prometida - Marco Pacheco


 

A Guerra Prometida
Marco Pacheco
Edição Maio 2023
Colecção Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís
Editora Gradiva

 


SINOPSE

Pelo bairro operário Grandella, em Lisboa, passam histórias de sonhos e desencantos, de temeridade e fé, de presente sem futuro à vista, de morte sem vida prévia. Ou quase. a morte, neste romance de intenso realismo e sensibilidade literária, é mais do que fatalidade, mistério ou escapatória. Ganha contornos de objetivo, ideal ou redenção. A época, essa, é a Primeira República portuguesa.
Tempo de extremismos entre monárquicos e republicanos, tempo de otimismo pela chegada de um novo regime, tempo de medo que veio pela força das armas, na luta sangrenta na Primeira Grande Guerra. No meio de várias outras, a história de um rapaz capaz de querer e de desejar. Que sonha com o sabor de uma felicidade incomum e o saber dos livros, uma existência que não se acomoda nem se fixa no limite do que lhe apresentam como possível. Que luta. E chega. Para ler com a certeza de uma revelação literária que vale a pena acompanhar!

Nota; Leitura interrompida, não gosto.


Cortés - Volume 1 A Guerra de Duas Faces - Christian Chavassieux e Cédric Fernandez


 

Cortés - Volume 1
A Guerra de Duas Faces
Christian Chavassieux e Cédric Fernandez
Editor:  Gradiva
Data de Lançamento:    Junho de 2023
Classificação temática:  Livros em Português> Banda Desenhada> Histórica



SINOPSE

No início do século XVI, as dívidas acumuladas pela coroa espanhola levaram Carlos V a lançar novas expedições ao coração do Novo Mundo. Para esta missão, foi nomeado o mais louco, ousado e ambicioso dos fidalgos de Cuba: Hernán Cortés.
A algumas centenas de quilómetros de distância, na capital de Tenochtitlán, o imperador Montezuma II toma conhecimento, sem surpresa, da chegada destas tropas estrangeiras em navios. Ele sabe que o encontro é inevitável, mas há elementos que lhe escapam. Estes estranhos aventureiros não são suficientemente numerosos para constituírem uma ameaça. Então, o que querem eles? Como deverá lidar com eles quando finalmente os encontrar?
No primeiro dos dois volumes de Cortés, a história da conquista do Império Asteca pelos conquistadores da coroa espanhola. Na sua narrativa, Cédric Fernandez e Christian Chavassieux equilibram os pontos de vista e expõem tanto os contratempos de Cortés como as dificuldades do imperador asteca em manter a ordem e a serenidade no seu território.

Comentário:
Havia já muito tempo que não lia - banda desenhada - mas este livro de BD despertou a minha atenção pelo titulo e pelo tema. Ainda bem, porque foi uma leitura agradável, com um bom texto em "pranchas", bem desenhadas, pela sua qualidade poderia ser um guião gráfico para um filme.

Classificação: 10/10


Uma Livraria em Tempos de Guerra - Alan Hlad



Uma Livraria em Tempos de Guerra
Alan Hlad
Editor:  Planeta
Edição: Julho de 2023



 


Sinopse

Inspirado em histórias verídicas de bibliotecários espiões na Segunda Guerra Mundial, o novo livro do autor de Um Longo Caminho Para Casa− um best-seller internacional − transporta os leitores da Biblioteca Pública de Nova Iorque para uma livraria em Lisboa, numa história extraordinária e apaixonante. 1942. Com o resultado da guerra em suspenso, Maria, especialista em microfilmes da Biblioteca Pública de Nova Iorque, com treino em espionagem, é enviada para Lisboa, capital de um país declarado neutro. A sua missão: fotografar livros, manuais técnicos e todas as publicações alemãs, de forma a reunir e enviar para Londres informações sobre a localização das tropas e armamento e sobre os planos militares dos alemães.
Cada pedaço de informação pode ser crucial. Maria conta com a ajuda de Tiago Soares, um corajoso e honrado dono de uma livraria em Lisboa, com a sua própria missão secreta: fornecer passaportes e vistos falsos a refugiados judeus para que possam escapar dos nazis. É na livraria de Tiago que Maria encontra um livro grosso, encadernado em couro, que se vai revelar crucial: A Herança Industrial da Alemanha. À medida que Maria e Tiago se aproximam, qualquer futuro entre os dois é posto em causa, quando os superiores de Maria lhe pedem para se fazer passar por agente dupla, e fornecer informações erradas a Lars Steiger, um rico banqueiro suíço e simpatizante nazi que faz a lavagem do ouro de Hitler.
Ganhar a confiança de Lars levará Maria ao coração do círculo íntimo do Führer e dar-lhe-á a oportunidade de mudar o curso da guerra. Isto, se ela estiver disposta a correr riscos tão grandes, como as possíveis recompensas...

Comentário;
É essencialmente uma história de patriotismo, de amor ao próximo, de solidariedade, de luta pela liberdade, passada em plena segunda guerra mundial.É uma história de luta contra o nazismo/fascismo, que mostra quanto difícil mas necessária foi essa luta, lembrando o quanto continua a ser necessário lutar contra qualquer  forma de ditadura e às suas operações especiais militares. 
É um livro de leitura fácil, cativante, com acção, que prende e mantêm o interesse da primeira à ultima página.

Classificação: 10/10

domingo, 30 de julho de 2023

Memórias de Madre Aliviada da Cruz - Henrique Levy





Memórias de Madre Aliviada da Cruz
Autor: Henrique Levy

EDIÇÃO : 2021
EDITORA: Letras Lavadas
ACONSELHÁVEL: +18



SINOPSE

Este livro, para maiores de 18 anos, conta-nos a história de Benedita Portugal de Castro, que desembarcou em 1846 em Ponta Delgada, na companhia de cinco marujos, rumo a Vila Franca do Campo, para servir a Cristo. Contrariando as suas expectativas iniciais, esta acabou fazendo história como poetisa, compositora e maestrina na orquestra do Convento de Santo André.

«Uma coisa poderia sempre adivinhar: que se alguma revolta tivesse lugar, eu estaria ao lado do povo desta ilha, digo, o que se levanta manhã após manhã, e carrega a riqueza nos ombros, para a descarregar sobre a opulência de poucos. Poderia antever essa realidade, porque nasci com um selo indelével, onde se inscrevem a liberdade e a igualdade.Se os dias ainda me devolvem as manhãs na ilha, cabe ao leitor descobrir nestas memórias.Cumpri a minha parte, não sem antes registá-las na Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada.
Enquanto me lerem, sinto-me memória viva de mim!».

Benedita Portugal de Castro


Em que parte da vida deste convento entra a música? A leitura? O cultivo das artes? A contemplação das árvores? O encontro com o mar? Em que parede desta casa está inscrito o infinito? Estamos obrigadas à bondade? Que devemos fazer aos pensamentos lascivos? Em que lugar desta casa devemos abandonar a vontade de homem? Quem esventra porcos, cabritos e vitelos? É permitido manter o coração no peito, ou temos de o deixar lá fora? Quem veste as irmãs defuntas de uma casa onde a Fé se apalpa, se excita, aviva, adormece e morre? Porque razão têm as gavetas um só puxador? O padre, que rezou a missa há pouco, visita na intimidade as irmãs? Com que frequência as luas nos pintam de sangue as pernas? Em que lugar deste convento sacrificam as crianças nele nascidas? O que fazer às penas das asas dos pássaros caídos no jardim? Quem cava o quintal? Que castigo reservam às irmãs que violam noviças? O pecado da masturbação é igualmente punido, se o coadjuvante tiver sido colhido na horta? A quem cabe enfeitar de flores a capela? As irmãs mortas por solidão são enterradas no mesmo cemitério que recebe o corpo das que morrem sifilíticas? Concluindo. Deus chamou me a esta casa para nela me santificar! Para que se cumpra a vontade de Deus, preciso que a irmã me responda a todas as dúvidas colocadas.

Comentário:

"Quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro" Este dito popular sempre me despertou a curiosidade, por isso e, levado pelo título deste livro - "Memórias de Madre Aliviada da Cruz" -  prometia ser desta, os meus sentidos correram, pelas páginas do livro, com um desejo ardente e insaciável de coscuvilhar, "o que vai dentro do convento" e, pela voz de " quem está lá dentro" saciar a curiosidade. Não sei se fiquei saciado, mas foi uma leitura agradável, com algum humor por vezes sarcástico e com um forte tom de crítica social.

Classificação: 9/10



domingo, 23 de julho de 2023

Bento de Goes - Uma longa caminhada na Ásia Central - Henrique Levy



Bento de Goes
Uma longa caminhada na Ásia Central
Autor: Henrique Levy
EDIÇÃO  : 2023 – janeiro
EDITORA: Letras Lavadas




SNIPOSE

Em 1562, em Vila Franca do Campo, nos Açores, nasce Luís Gonçalves. Cerca de 20 anos mais tarde, após ter sido destacado para a Índia como soldado, abandonando uma vida boémia e licenciosa, Luís Gonçalves ingressa na Companhia de Jesus, em Goa. Em 1588, toma o nome de Bento de Góis e opta pela vida missionária em vez da ordem sacerdotal. Vestindo-se com trajes de mercador, parte, em 1602, em busca do Cataio e de comunidades cristãs perdidas na Ásia. Ingressa, primeiramente, numa caravana que o levará até Cabul e daí parte em nova caravana, chegando a Sucheu, na China, em 1605. Torna-se no primeiro europeu, em muitos séculos, a atravessar a Ásia Central e a chegar à China pelo ocidente.

Embora a viagem de Bento de Góis seja uma das maiores explorações da história da humanidade, são poucos os que, atualmente, sabem quem foi este jesuíta.

Com Bento de Goes, uma longa caminhada na Ásia Central, Henrique Levy presta uma justa homenagem ao enorme explorador, mas faz mais do que isso: com recurso a uma arquitetura narrativa magistral e entretecendo habilmente os fios da história com os fios da ficção, faz renascer, através da voz múltipla de quatro narradoras, o quotidiano de Vila de Franca do Campo de há 500 anos e enlaça, de forma sublime, pela voz de Luís Gonçalves, a narrativa dos acontecimentos futuros, acrescentando, ao mosaico de personagens e episódios de uma narrativa, o relato da odisseia de Bento de Góis.

 Teresa Brandão Oliveira

Comentário:

A pena que conta a estória, de um desconhecido a que deram o nome "Luís Gonçalves", criando a ficção de uma vida cheia de miséria, aventuras e desventuras, amores proibidos.e "sonhos". " Sonhos Premonitórios" em que a mesma pena revela, a futura vida, deste, que a história registou como "Bento de Goes" grande explorador que, ao serviço do Rei de  Portugal, deu a conhecer as terras do Oriente - da Índia ao Reino do Meio. 
Mas o  "Luís Gonçalves" desta estória a história não conheceu. O mesmo que a história  registou como "Bento de Goes", mas depois esqueceu.

Classificação 10/10

terça-feira, 18 de julho de 2023

A NORA E OS ALCATRUZES - JOÃO CORRÊA NUNES



A NORA E OS ALCATRUZES
JOÃO CORRÊA NUNES
Edição ou reimpressão: 07/06/2023
Chancela: Clube do Autor
Temática: Romance Histórico





O mistério do desaparecimento dos Painéis de São Vicente
Em Lisboa de 1483, no reinado de D. João II, um crime envolve os painéis de São Vicente.
Quem terá roubado a obra simbólica da nossa cultura?
Que mistérios ainda encerra?

 SINOPSE

Numa época conturbada, tem lugar um enredo que envolve os chamados Painéis de Nuno Gonçalves, a mais importante peça da história da pintura portuguesa.
Desde a sua redescoberta, no fim do século XIX, que se tem discutido o que significam, quem retratam, porque desapareceram durante 400 anos e mesmo quem os pintou. Muito pouco se sabe ao certo.
O deslindar do que se passou então na Sé de Lisboa vai, ao mesmo tempo, encontrar o culpado do crime aqui apresentado e a explicação para o mistério desta obra de arte.
As coisas podiam-se ter passado assim e, como disse Alexandre Herculano, «o verosímil é o que importa ao que busca as lendas da pátria.»

Comentário:
João Corrêa Nunes, leva o leitor às ruas e ruelas da cidade de Lisboa, em pleno reinado de D. João II, para investigar um crime relacionado com os enigmáticos Painéis de São Vicente obra de Nuno Gonçalves, através  de uma narrativa recheada de acção e aventura, em que não falta traição, amores e morte e, pelo meio "levanta o véu" sobre o mistério que envolve os Painéis de São Vicente. 
O grande realismo da narrativa, pelo enquadramento prefeito nos factos históricos e na conjuntura sócio-politica do reinado de D. João II, interligando-os  com a regência de D. Pedro - durante a menor idade de D. Afonso V - e as consequências da Batalha de Alfarrobeira, torna a "estória" verosimilhante.
Peca pala estrutura da narrativa - em capítulos pequenos (de uma página ) o que, em minha opinião, lhe quebra o ritmo, não fora este senão, seria um optimo  romance histórico.
.
Classificação: 8/10

domingo, 9 de julho de 2023

D. JOÃO IV - Mário Domingues



D. JOÃO IV 
E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO 
Mário Domingues
EVOCAÇÃO HISTÓRICA
SÉRIE "LUSÍADA"
1ª Edição/1970
Edição da Livraria Romano Torres




D. JOÃO IV E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO 

Abrangendo o largo período que vai desde o 1º de Dezembro de 1640 até ao final do reinado de D. João IV, Mário Domingues oferece ao leitor toda uma fiada de acontecimentos, alguns deles impressionantes, relacionados com a luta esforçada e heróica dos Portugueses por consolidarem a sua independência conquistada após sessenta anos de opressão estrangeira.   Foi uma época extraordinária em que a nação teve de combater não apenas o seu inimigo tradicional nas fronteiras, mas também os seus "amigos aliados" que aproveitando a sua debilidade resultante da anterior servidão, se empenharam em despoja-la das suas possessões no Oriente e no Brasil. (...)

Comentário:

Mário Domingues pela sua pena de Jornalista, apresenta sempre um perspectiva diferente da História Pátria. Apresenta os factos e interpreta-os pelo seu olhar sagaz, conta como -a história - aconteceu, sempre sem faltar à verdade. Foi - nas décadas de 50,60 e 70 do séc XX - um dos maiores divulgadores  ( não sendo  historiador) de História de Portugal. 
D. JOÃO IV E A CAMPANHA DA RESTAURAÇÃO, foi uma agradável leitura e uma "viagem" interessante pelos acontecimentos do reinado de D. João IV

Classificação:
9/10

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Gonçalo Velho? Eu?… - José Alfredo Ferreira Almeida


Nova entrada na Biblioteca JMO


Gonçalo Velho? Eu?…
Autor: José Alfredo Ferreira Almeida

Edição: outubro de 2020
EDITORA: Letras Lavadas

 


SINOPSE

Na década de cinquenta do século XX, ao oferecer ao Município Ponta-delgadense a estátua que evocava o navegador Gonçalo Velho para a praça fronteira às Portas da Cidade, o Governo suscitou uma acalorada polémica na sociedade micaelense e criou um imbróglio que subsiste, até ao presente, à volta daquela mal-amada obra de arte: – Quem é a personagem realmente evocada na estátua? E as interrogações sucedem-se em catadupa: – Se aquele não é o Gonçalo Velho, então, quem é “ele”? – Houve alguma troca de estátuas (como é voz corrente e persistente há mais de meio século)? – E, se tal aconteceu, onde está então a “outra” estátua? Curiosamente, esta suposta estátua do Comendador de Almourol aponta para si mesma, como que a interrogar-se, duvidando da própria identidade: – Mas… quem sou eu?!… Um gilvaz – palavra que significa golpe ou cicatriz da cara e titula o livro das “venturas e desventuras de mui ilustres figuras” – é a chave do deslindamento, que se crê bem-sucedido, do imbróglio centrado na oferta, incómoda e inoportuna, do Estado Novo a Ponta Delgada para o embelezamento de um novo espaço no coração desta urbe, velha de cinco séculos.