«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

O Livro da Mitologia Celta - Vivenciando os Deuses e Deusas Ancestrais - Claudio Quintino Crow


O Livro da Mitologia Celta - Vivenciando os Deuses e Deusas Ancestrais
Claudio Quintino Crow

Editora: Zéfiro
Coleção: Triskel
1ª Edição Ano: 2023





SINOPSE

QUEM SÃO OS CELTAS E QUAIS OS SEUS MITOS?
De que forma podem responder às questões fundamentais da actualidade?
Os mitos falam a língua do subconsciente. Cada povo, cada cultura, desenvolve as suas próprias lendas onde deusas, deuses e criaturas fantásticas transmitem, através da linguagem simbólica, os valores, princípios e a história dessa tradição.
Alguns desses princípios só têm valor na época em que os mitos se tornam populares e conhecidos. Outros, porém, são eternos. Permanecem válidos e cheios de vida através dos séculos, preservando o conhecimento e a magia dos antigos povos. Este é o caso da Mitologia Celta.
Neste livro, os deuses e as deusas celtas, bem como as mensagens que as suas lendas transmitem, são pela primeira vez compilados e explicados em toda a sua complexa simplicidade – ou na sua simples complexidade.
Muito mais do que uma colectânea de mitos, “O Livro da Mitologia Celta” oferece ao leitor uma percepção profunda dos símbolos por trás das lendas, e de como o seu poder transformador pode gerar uma nova perspectiva para o mundo actual.
Deixe-se encantar pela riqueza e magia dos deuses e deusas celtas!
«Ainda que seja um livro que trate dos saberes e tradições de um povo antigo, apresenta ao leitor o valor e os benefícios que obtemos ao explorar esses temas nas nossas vidas modernas. É, portanto, um livro mais contemporâneo em essência que um mero olhar nostálgico sobre um tempo e um local distantes. Por conhecê-lo pessoalmente, posso afirmar que Claudio Quintino Crow esteve sempre plenamente apto a atingir a meta que estabeleceu para si mesmo: compreender a história e as crenças dos povos celtas e mostrar como estas continuam a influenciar as nossas vidas hoje. Saúdo a nova edição deste livro estimulante e acessível, e espero que inspire uma nova geração de leitores para que explorem por si mesmos toda a riqueza das tradições celtas.»
John Matthews
in Prefácio

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

O osso de prata - Andrei Kurkov


O osso de prata
Andrei Kurkov
Edição/reimpressão: 10-2024
Editor: Porto Editora
 
SINOPSE
 
Kiev, 1919. Os bolcheviques controlam a cidade, mas os czaristas ameaçam-nos a partir do Ocidente. Assiste-se a uma verdadeira cacofonia revolucionária, em que as armas abundam e a ordem pública é inexistente. Os bandidos e ladrões são bem mais numerosos que as forças de autoridade, e não param os combates entre brancos e vermelhos, anarquistas e nacionalistas...
Num clima de assassinatos e intrigas constantes, o jovem Samson Kolechko perde o pai e uma orelha às mãos dos cossacos, e torna-se, por acidente, membro da polícia soviética. No seu primeiro e perigoso caso, submergirá no caos de Kiev e nos braços de Nadezhda, uma ardente bolchevique de que Samson não conseguirá mais separar-se.
Marcado pelo humor e realismo mágico característicos de Kurkov, O osso de prata inspira-se nos arquivos das agências de combate ao crime em Kiev, criando uma narrativa viciante, enriquecida por detalhes históricos que ultrapassam em muito a ficção.

Comentário:
Kiev de 1919 em plena "aventura revolucionara", um jovem - policia improvável,  uma jovem sedutora - idealista revolucionária, ladrões, assassinos e um osso de prata, eis os ingredientes prefeitos para um romance policial, enriquecido por detalhes históricos, onde não falta: aventura, perigo, mortes, segredos, suspense  e até humor e paixão. 

Classificação 10/10

 

sábado, 21 de dezembro de 2024

Folia - Mistério de Uma Noite de Pentecostes - Paulo Borges


Nova entrada na Biblioteca JMO

Folia - Mistério de Uma Noite de Pentecostes

Paulo Borges

Ano de edição: 07-2007

Editor: Ésquilo


SINOPSE

Dando continuação ao romance Línguas de Fogo, publicado pela Ésquilo, Paulo Borges convoca os portugueses para um «Teatro Vivo e Iniciático» em que todos são protagonistas. Rompe com o intelectualismo da nossa época e propõe-nos a vivência de uma grande teofania que se tornou património da cultura portuguesa e que está subjacente no Culto do Espírito Santo e na ideia do Quinto Império. Efectivamente, esta Folia de Paulo Borges abre um novo ciclo na dramaturgia portuguesa.


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

O Luto de Elias Gro - João Tordo


O Luto de Elias Gro
João Tordo

Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: abril de 2015

Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza - e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

Sobre O luto de Elias Gro:

«um romance que se abre em escuridão e labareda, para que nos vejamos ao espelho»
José Tolentino de Mendoça

«O luto de Elias Gro há-de guardar lugar próprio e intransmissível entre as melhores obras da Literatura Portuguesa contemporânea.»

João Gobern, Jornal de Letras

 «Um retrato íntimo da mortalidade.»
Isabel Lucas, Público

 «O melhor romance de Tordo.»
José Mário Silva, Expresso

Comentário:
Um romance povoado de personagens únicas, que com as vivencias (positivas ou negativas) de cada uma,  contribuem para aliviar ou agravar o "fardo" da vida das outras. Facilmente nos identificamos, com esta ou aquela personagem ou com uma ou outra característica de cada uma delas; levando-nos a uma análise introspectiva, resultando num melhor conhecimento de nós próprios e aceitação e compreensão dos outros.

Classificação: 10/10  

domingo, 10 de novembro de 2024

O DESTINO DA LIVRARIA DE KICHIJOJI - Kei Aono



O DESTINO DA LIVRARIA DE KICHIJOJI
Kei Aono
 
1 ª Edição. Junho de 2024
Editor: Singular

 



SINOPSE

 A emblemática Livraria Pégaso do histórico Bairro de Kichijoji atravessa tempos difíceis, e a relação entre Riko, uma livreira experiente, e Aki, a sua irreverente subordinada, não é a melhor.

A atitude descontraída e as ideias arrojadas da jovem e bonita Aki contrastam com a rigorosa ética de trabalho de Riko, que, com 40 anos, recupera de uma desilusão amorosa.

Perante a ameaça de encerramento da livraria, as duas mulheres terão de escolher entre o que as une e o que as separa. Numa história tão divertida quanto comovente, o amor pelos livros, o trabalho de equipa e o poder feminino são postos à prova.

 

Índias - João Morgado


Índias
João Morgado
 
Editor: Clube do Autor
1ª edição Março de 2016 / 2ª edição Setembro 2024
 
SINOPSE
Pêro da Covilhã rumou às Índias por terra, mas não regressou. Vasco da Gama chegou até lá por mar e regressou para receber todas as mordomias. D. Manuel I determinou que este seria então o capitão-mor de todas as armadas que partissem do reino em direção às Índias. Porém, logo na primeira armada, a maior, a mais lustrosa, o seu nome foi afastado e a glória coube a Pedro Álvares Cabral. Porquê?
Porque era odiado pela Igreja, pelos nobres, pelos comerciantes, pela Ordem Militar da Cruz de Cristo e pela Ordem de Santiago? Porque era odiado por todos e tinha a admiração de D. Manuel I?
Para encontrar a resposta que os livros de história esqueceram, vamos revisitar a vida de Vasco da Gama, a sua personalidade, as suas relações, os seus ódios e a sua ligação ao rei D. Manuel I.
É sabido que a história dos homens e dos povos é pó solto em vendaval, leva por isso muita reviravolta. Como pôde um homem tão cruel ser endeusado por Camões n'Os Lusíadas e ganhar o estatuto de figura cimeira dos Descobrimentos Portugueses?

Comentário:

Embarcados nesta "caravela" - Índias - viajamos, pela suas páginas, pelo mar tenebroso, não do caminho marítimo para as  Índias, antes pelo mar tenebroso da alma de Vasco da Gama, marcada pela ambição desmensurada, comandada pelo orgulho, levando ao leme a cobiça e a falta de escrúpulos que gera a desumanidade. João Morgado conta-nos a alma negra de um Vasco da Gama que não é contado nos livros de história.

Classificação 10/10

 

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Erros Crassos da História - Célia Correia Loureiro

Nova entrada na Biblioteca JMO
Erros Crassos da História
Figuras históricas e os erros que mudaram o mundo
 
Célia Correia Loureiro
 
Editor:   Ideias de Ler
Data de Lançamento:     outubro de 2024            

 



SINOPSE


Será que Salazar nunca percebeu que a guerra no ultramar era um caso perdido?
Terá Pedro Álvares Cabral realmente acostado no Brasil por engano?
Estaria Hitler a delirar quando decidiu invadir a Rússia de Estaline?
É frequente contar-se a História a partir dos grandes feitos dos vencedores. Não é o caso deste livro. Erros Crassos da História visita os momentos menos iluminados de diversos nomes incontornáveis dos seus tempos, dando a conhecer enganos incríveis que marcaram a sua reputação, mas também o próprio rumo do Mundo. Aqui desvendamos decisões que levaram à perda de vidas humanas, a prejuízos incontáveis, ao desfecho de conflitos sangrentos, ao rumo e futuro de impérios e de nações, que poderão mesmo ter influenciado a forma como vivemos hoje.
Encontramo-nos, assim, perante uma abordagem diferente a pessoas e acontecimentos que continuam a causar intriga, fascínio e horror, demonstrando que também os mais hábeis e com maiores responsabilidades falham, e que as consequências desses erros podem ter mudado o mundo.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

O Fim de Tudo - Victor Davis Hanson

Nova entrada na Biblioteca JMO

O Fim de Tudo
de Victor Davis Hanson
Edição/reimpressão: 10-2024
Editor: Ideias de Ler
Classificação Temática: História > História Antiga
 
SINOPSE
Embora muito tenha mudado ao longo dos milénios, a natureza humana permanece inalterada. Por isso mesmo, as sociedades modernas não estão imunes ao horror de guerras como as que dizimaram diversas culturas milenares, poderosas e, aparentemente, indestrutíveis.
Em O Fim de Tudo, Victor Davis Hanson transporta-nos até ao seio de vários conflitos clássicos, desde a Antiguidade até à conquista do Novo Mundo, para revelar como a força das armas levou ao extermínio total de civilizações. Através das histórias de Tebas, Cartago, Constantinopla e Tenochtitlán, o autor retrata o drama, a violência e a insensatez da guerra, deixando aos leitores contemporâneos lições que lhes permitirão conhecer os erros do passado e pistas valiosas para conduzir a nossa sociedade a um destino que não o da catástrofe total.

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Os trinta nomes de Deus - Bruno Paixão

 



Os trinta nomes de Deus
Bruno Paixão

Edição/reimpressão: 09-2024
Editor: Porto Editora



SINOPSE

Imagine um Jesus nascido nesta era, criança curiosa e filha de mãe solteira, praticante de uma fé que se afigura ambígua.

Fustigado pela avó Mohrt e pelos líderes religiosos, Ahmin Hamdan vive inquieto. Um dia, o mulá-diretor, depois de lhe negar o acesso aos «livros de ciências», açoita-o com perguntas que acabarão por lhe mudar a vida: «Sabe quem eu sou? Sabe sequer quem você é?» Sedento de respostas, Ahmin parte com o avô numa longa jornada espiritual. Ao longo da caminhada, vai encontrando personagens marcantes, como o analfabetista, o desequilibrista de circo, o nómada do rio ou o Inefável Mestre Moshe e as suas quatro mulheres.

Durante a peregrinação, Ahmin vai juntando seguidores – entre eles, Bah, uma mulher por quem se apaixona. A viagem levanta as grandes perguntas que o Homem faz desde os primórdios da civilização: quem somos? Quando morremos, para onde vamos? Se Deus é criador de tudo, criou também o mal? Pode Deus estar em todo o lado? Se Deus criou o Universo, o que fazia antes de o criar? Deus ri?

Este romance desconcertante e inspirador procura criar pontes onde tantas vezes só existem muralhas, convidando-nos a sair da esfera do mundano e a refletir sobre as grandes questões da existência.

Comentário:

Numa linguagem simples de palavras "velhas" e "novas" procura - novas respostas - às velhas perguntas que o Homem faz desde os primórdios da civilização: quem somos? Quando morremos, para onde vamos? Se Deus é criador de tudo, criou também o mal? Pode Deus estar em todo o lado? Se Deus criou o Universo, o que fazia antes de o criar? Deus ri?. 
Leva o leitor a refletir sobre as grandes questões da existência, para encontrar o sentido e o propósito da vida. 

Classificação: 10/10

sábado, 12 de outubro de 2024

A Queda das Civilizações Histórias de Grandeza e Declínio - Paul Cooper


 Nova entrada na Biblioteca JMO

A Queda das Civilizações
Histórias de Grandeza e Declínio
Paul Cooper

1ª Edição / 10-2024
Editor: Ideias de Ler


SINOPSE

Depois do sucesso do seu podcast, Paul Cooper lança agora o livro A Queda das Civilizações: Histórias de Grandeza e Declínio. Partindo de uma investigação minuciosa, entretecida numa narrativa com a ilustração de mapas, fotografias e outros documentos, o autor dá a conhecer o dia a dia de impérios que viram o seu apogeu e queda. Uma viagem pelos vários continentes, dos famosíssimos maias aos misteriosos rapanuis, da Ilha da Páscoa, podemos aqui descobrir não apenas o esplendor e a relevância destas comunidades, mas também os perigos que as fizeram ruir, questionando o que terão sentido aqueles que testemunharam o fim do único mundo que conheciam. Lançando mão do rigor de historiador e da criatividade de romancista, o autor termina esta odisseia imaginando que fim nos aguarda: os nossos automóveis obsoletos à beira da estrada, paisagens sem fim de prédios colossais. Mas nem tudo precisa de um desfecho apocalíptico: é possível aprender com os erros do passado e ensinar às gerações presentes como reedificar as nossas sociedades.

CRÍTICAS DE IMPRENSA

«A grandeza de A Queda das Civilizações [...] está em descobrir o fio condutor de cada uma destas calamidades, perguntando-se que ensinamentos universais poderemos tirar da maneira como os humanos vivem em comunidade, convivem uns com os outros – e entram em declínio.»
The Guardian
«Um baú de relíquias lendárias e assustadoras… uma história emocionante até à medula.»
The Times

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

História de Angola (Da pré-história ao início do Século XXI) - Alberto Oliveira Pinto

Nova entrada na Biblioteca JMO

História de Angola
Da pré-história ao início do Século XXI
de Alberto Oliveira Pinto
1ªEdição – Dezembro 2015
Editor: Mercado de Letras, Lda

Sinopse
Primeira história de angola escrita no período pós-independência por um historiador angolano, Alberto Oliveira Pinto, é uma obra bastante aclamada pelo publico em geral e pelos investigadores e académicos ressaltando-se a sua isenção e a ausência de qualquer conotação política.

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

A SENHORA DAS ÍNDIAS - Alberto S. Santos

A SENHORA DAS ÍNDIAS
de Alberto S. Santos

Edição/reimpressão: 05-2024
Editor: Porto Editora

SINOPSE
​​Nos séculos de ouro da presença portuguesa na Índia, uma mulher cristã protagonizou uma história de amor proibido com o poderoso imperador do Indostão.
Juliana Dias da Costa, mulher excecional formada pelos jesuítas, rompeu os cânones do seu tempo, revelando uma cultura científica fora do comum e grandes habilidades diplomáticas, o que fez dela uma figura de grande destaque na corte mais rica e próspera do mundo. Tendo permanecido fiel à sua fé num ambiente predominantemente islâmico, Juliana ajudou a expandir a sua religião, ganhando reconhecimento tanto dos imperadores mogóis como do rei português.
A Senhora das Índias recorda uma paixão inesperada e o contexto histórico rico e fascinante do império mogol e das relações entre Portugal e a Índia.
Uma extraordinária história de amor e coragem que atravessa fronteiras e culturas, e que deixou um legado inigualável.

Comentário:
Um grande romance histórico em que embarcamos numa viagem, pela pena Alberto S. Santos    "escrito na primeira pessoa" por Juliana Dias da Costa, uma mulher que marcou a história dos  séculos de ouro da presença portuguesa na Índia, mas que a História de Portugal esqueceu, 
Alberto S. Santos  conta-nos a história  uma mulher cristã protagonizou uma história de amor proibido com o poderoso imperador do Indostão e, que desempenhou um papel de grande importância nas relações  comerciais, politicas  entre o Reino Portugal (no âmbito dos interesses na Índia) e Império Mogol. 

Classificação: 10/10