«No Egipto, as bibliotecas eram chamadas ''Tesouro dos remédios da alma''. De facto é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.» Jacques Bénigne Bossuet. (1627 - 1704)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

A CONSPIRAÇÃO DE PERNAMBUCO - MANUEL PINHEIRO CHAGAS








A CONSPIRAÇÃO DE PERNAMBUCO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS
1ª Edição - Porto 2006
Editora: Fronteira do Caos


O texto que agora disponibilizamos, constitui um dos mais belos ensaios da autoria de Pinheiro Chagas. A acção decorre no Brasil, no século XVII, durante a restauração da independência nacional e da luta entre portugueses e holandeses pela posse da colónia.
A história trata de uma conspiração, ao nível das mais altas esferas do poder político e religioso, em que são apresentadas algumas das mais importantes contradições que se podem colocar ao ser humano: O amor à pátria, e a melhor forma de a servir; a fidelidade aos princípios éticos e religiosos; as lealdades e afectos humanos perante a tolerância e a nobreza de pensamento. O autor explora com mestria a ambivalência que caracteriza o ser humano na sua extrema complexidade


Comentário
Este Romance Histórico - A Conspiração de Pernambuco - de Pinheiro Chagas - é uma simbiose perfeita entre a realidade e a ficção. Enquanto   que na Introdução Histórica  temos - Pinheiro Chagas - O Historiador - Onde faz uma analise critica e criteriosa do período histórico em que a acção do romance se desenrola, dando ao leitor a informação necessária para entrar e compreender a narrativa ficcionada. Na narrativa temos agora  Pinheiro Chagas - O Escritor,  que numa narrativa leve e cativante, ficciona a história das venturas e desventuras de um herói ficcionado  Rodrigo Teixeira, enquadradas no contexto histórico, vividas a par com os heróis históricos -  João Fernandes da Veiga; Frei Manuel Calado (entre outros) nas lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco. 
Pinheiro Chagas - Romancista, não esquece ao longo de toda a narrativa, o Pinheiro Chagas - Historiador, fazendo assim a simbiose perfeita entre a realidade e a ficção.

Classificação 9/10

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

O Ladrão de Livros - Carlos J. Barros








O Ladrão de Livros
Carlos J. Barros
1ª Edição -Porto - Março de 2009
Editora - Fronteira do Caos

O Ladrão de Livros é um convite a uma meditação interior, a uma viagem pela nossa solidão, com um destino bem definido a nossa redescoberta. É ténue a fronteira entre o sonho e a realidade. Realidade que nos conduz a uma paz e nos ensina a sorrir para a vida, independentemente das circunstâncias, dos nossos recalcamentos, dos nossos fantasmas...
"É preciso acreditar, para darmos o próximo passo"

Comentário 
Este romance  é uma reflexão sobre - a "Alma" dos Livros, - a Alma do Escritor que fica no livro que escreve, - o Leitor  que rouba a "Alma" do Livro.
O Escritor transmite, a cada uma das  personagens que cria, um pouco da sua alma, estas ao longo da narrativa ganham  "alma" independente da de quem as criou, escolhendo, por vezes, caminhos alternativos sulcados pelo meio da "alma" do escritor, levando este a descobrir recantos da sua, que desconhecia ou que estavam esquecidos no fundo de si mesmo. 
O Leitor, ao satisfazer a sua necessidade de ler, alimenta-se da alma do livro que lê, rouba-lhe a alma, mas não a mesma que o escritor deixou, porque outra é a "alma" do Leitor, diferente é o que absorve da alma do livro que lê. Cada leitor que lê o livro absorve dele uma alma diferente, não há dois leitores iguais, não há duas almas iguais, mas há num livro vários livros, tantos quantos os leitores que lhe roubam a alma.
Este livro alimentou a minha alma de leitor, fazendo-lhe bem, dando significado à máxima (deste leitor) - LER FAZ BEM À ALMA. -

Classificação 10/10

sábado, 23 de janeiro de 2021

A Cozinheira de Castamar - Fernando J. Múñez








A Cozinheira de Castamar

Fernando J. Múñez 

Editor: Porto Editora
Edição ou reimpressão: junho de 2020


OS SABORES DO AMOR NÃO CONHECEM BARREIRAS.
Espanha, 1720

Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.
Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.
Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.
Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.


Comentário

 Fernando J. Múñez, neste Romance conseguiu (o que ambicionava)  que o leitor ao longo da narrativa " Se se desvelou e sofreu, apaixonou e indignou, se se arrebatou e abandonou, inimizou e apaixonou pelas personagens que se encontram entre as páginas deste livro" Valeu a pena ler esta Obra.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Próximas leituras...

 Próximas leituras... 

Obrigado! Fronteira do Caos

A CONSPIRAÇÃO DE PERNAMBUCO
MANUEL PINHEIRO CHAGAS (Setembro de 2006)
O texto que agora disponibilizamos, constitui um dos mais belos ensaios da autoria de Pinheiro Chagas. A acção decorre no Brasil, no século XVII, durante a restauração da independência nacional e da luta entre portugueses e holandeses pela posse da colónia.
A história trata de uma conspiração, ao nível das mais altas esferas do poder político e religioso, em que são apresentadas algumas das mais importantes contradições que se podem colocar ao ser humano: O amor à pátria, e a melhor forma de a servir; a fidelidade aos princípios éticos e religiosos; as lealdades e afectos humanos perante a tolerância e a nobreza de pensamento. O autor explora com mestria a ambivalência que caracteriza o ser humano na sua extrema complexidade


O LADRÃO DE LIVROS
CARLOS J. BARROS (Março de 2009)
�O Ladrão de Livros� é um convite a uma meditação interior, a uma viagem pela nossa solidão, com um destino bem definido � a nossa redescoberta. É ténue a fronteira entre o sonho e a realidade. Realidade que nos conduz a uma paz e nos ensina a sorrir para a vida, independentemente das circunstâncias, dos nossos recalcamentos, dos nossos fantasmas...
"É preciso acreditar, para darmos o próximo passo"




A BATALHA DE TORO
MARCELO ENCARNAÇÃO (Janeiro de 2015)
CONTRACAPA DO LIVRO:
O rei português jurou defender a honra de sua sobrinha Juana e restaurá-la no trono, afastando a tirania de Isabel e Fernando. Contudo, o projeto esmoreceu assim que o monarca português compreendeu que estava envolvido num xadrez político muito mais complexo do que havia julgado de início. Apesar de a fortuna ter sorrido a Afonso V nas primeiras etapas da guerra, aos poucos iam-se delineando os interesses privados antagónicos e as relações clientelares entre os castelhanos: conflitos com os franceses pela posse do Rossilhão; problemas em Navarra com beaumonteses a oporem-se aos agramonteses; querelas pela posse dos mestrados das ordens militares; e uma Castela já bastante dividida pela guerra civil. Não obstante estas dificuldades, não só pareceu a empresa legítima a Afonso V, como também se afasta da tradicional ideia de megalomania afonsina. O rei português detinha um partido com sólidos apoios e podia ser mesmo o vencedor da empresa. Não tendo conseguido discernir e avaliar corretamente a situação de todas as forças em jogo, a missão afonsina conheceu o ponto crítico na famosa batalha de Toro, ferida a 1 de março de 1476


domingo, 27 de dezembro de 2020

D. Dinis - José Augusto de Sotto Mayor Pizarro









Título: D. Dinis
Autor: José Augusto de Souto Mayor Pizarro
Edição: Círculo de Leitores / 2005
Colecção | Nº: Reis de Portugal | VI

Filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, D. Dinis foi o sexto monarca português. Nasceu em Lisboa, em 1261, e iniciou em 1279 um longo reinado de quase 46 anos, vindo a falecer em Santarém, em 1325. Vencedor em Alcañices, onde se definiu a fronteira política mais antiga e estável da Europa, e prestigiado internacionalmente, os últimos anos de reinado ficaram ensombrados pela guerra civil que opôs o monarca ao seu filho e herdeiro, mas parece que as cedências então obtidas pelo futuro D. Afonso IV não chegaram para empalidecer o impacto das medidas políticas levadas a cabo por D. Dinis. Com uma personalidade forte e determinada, inteligente e culto, poeta consumado, amante de mulheres e dos prazeres da caça, D. Dinis destaca-se, com justiça e por variadas razões, como um homem fascinante e como um dos monarcas que mais influenciou toda a história de Portugal.

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Comentário

Uma biografia de grande rigor histórico, o nome do Autor disso é garantia, onde nos é dado a conhecer um  D. Dinis, não só - o Rei de cognome - O Lavrador - mas um outro D. Dinis, rei, marido, pai, pessoa, a quem ficaria melhor o cognome de - O Poeta. Uma leitura agradável e corrida sem a monotonia, que afasta alguns leitores deste género literário.

Classificação: 10/10 

 


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Terra Alta - Javier Cercas


 






Terra Alta

Javier Cercas

Edição/reimpressão: 10-2020

Editor: Porto Editora

 

SINOPSE

Um crime terrível abala a pacata comarca da Terra Alta: os donos da sua maior empresa, as Gráficas Adell, aparecem mortos, barbaramente assassinados. Quem toma conta do caso é Melchor Marín, jovem polícia e leitor voraz que chegou de Barcelona quatro anos antes. Sobre os ombros carrega um passado obscuro que o converteu numa lenda junto das forças policiais, mas que ele acredita ter enterrado sob uma vida feliz como marido da bibliotecária da povoação e pai de uma menina chamada Cosette, tal como a filha de Jean Valjean, o protagonista d'Os Miseráveis, o seu livro preferido.


Com uma narrativa intensa e repleta de personagens memoráveis, este romance é uma reflexão lúcida sobre o valor da lei, a possibilidade de se fazer justiça e a legitimidade da vingança. Mas, mais do que tudo, é a epopeia de um homem em busca do seu lugar no mundo.

Comentário:

O enredo inicia  com - um crime terrível numa pacata comarca da Terra Alta -, mas o essencial da narrativa não se enreda na investigação policial desse crime, é uma analise sobre o conceito de "certo" e  "errado"; o "bem" e o "mal" os limites que separam o justo do injusto para  Melchor Martin. A formação destes conceitos, na personalidade de Melchor Martin, têm três marcos importantes: a assassinato da mãe - a leitura de - Os Miseráveis de Victor Hugo - o assassinato de Olga. É este desenvolvimento da narrativa que torna o livro interessante. 

Classificação: 8/10


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Contos do Nordeste - Jorge Tuela


 
Contos do Nordeste

Jorge Tuela

Edição: Autor

Data de Saída: 28 de Abril de 2020


Comentário:

Contos do Nordeste, alguns da tradição popular do nordeste transmontano, outros, como o Autor afirma, inspirados no “Folklore do Concelho de Vinhais” – P. Firmino Augusto Martins. Mas como… “quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto”, - Jorge Tuela – acrescentou-lhe, não um ponto, mas a mestria de contar, ao modo transmontano, enriquecendo com vocabulário regional cada conto, fazendo lembrar os serões, nas aldeias transmontanas, em que volta da lareira com toda a família reunida, sentados nos escanos, contam-se lendas de mouras encantadas, velhas histórias de bruxas e bruxedos.

Classificação 10/10


domingo, 1 de novembro de 2020

Voltada para o Mar - M. Amália R. C.









Voltada para o Mar

M. Amália R. C.

1ª Edição - Junho 2018

EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA


SINOPSE

Em 1896 Mestre Francisco comanda o «Senhor dos Passos» em mais uma das suas viagens comerciais pela costa Sul do País. A viagem é tormentosa e já ao abrigo da baía do Mira em Vila Nova de Milfontes, uma inesperada confusão instala-se entre o pessoal de bordo deixando a descoberto uma estranha mulher que se infiltrara na tripulação. A partir desse momento a vida de Mestre Francisco nunca mais será a mesma… Mais de um século depois, Júlia regressa a Portugal com o marido após a recente morte dos pais. Mas a fase de perdas ainda não está completa e é na mais penosa solidão que Júlia regressa à terra onde nasceu. É aí, nessa pequena terra da qual não tinha memória, que um passado de lendas e misteriosas personagens vem ao seu encontro. Perdida e atormentada, é na amizade de um desconhecido que encontra apoio para resistir à loucura, entender o passado e reencontrar-se…

Comentário.

Foi com alguma curiosidade que iniciei a leitura deste livro, mas sem grandes expectativas tratando-se da obra de uma escritora para mim desconhecida. Sobre a Autora e este seu primeiro romance nada sabia, o título - Voltada Para o Mar (Um olhar sobre a lenda de Vila Nova de Milfontes), transmitiu-me a ideia de se tratar de um trabalho sobre a lenda e a história de Vila Nova de Milfontes.

Mas logo nas primeiras páginas percebi que aquela ideia retirada do título, não podia estar mais errada, minha culpa … minha grande culpa … (imperdoável num leitor com muitos…muitos livros lidos) … não se conhece o livro pelo título ou pela capa, … este é bem o exemplo disso.

Voltada Para o Mar, pode ser um olhar sobre a lenda de Vila Nova de Milfontes, mas deste olhar resultou um bom romance, bem estruturado, com uma narrativa simples numa prosa por vezes quase poética, de leitura fácil que prende o leitor a cada página e o leva num crescendo de interesse até ao fim. 

A combinação entre o “mundo espiritual e ou mágico - o olhar sobre a lenda – com o “real” entra na narrativa com naturalidade não perdendo o encanto mágico da lenda, cumprida no epílogo com a imagem – “ Juntos manobram o leme, e o «Senhor dos Passos» voltou ao oceano, desaparecendo nas brumas para não mais voltar.

 É com expectativa que espero um novo romance da Autora, que a deixou bem alta para o próximo livro.

 Classificação: 10/10




sábado, 10 de outubro de 2020

As Confissões de Frei Abóbora - José Mauro de Vasconcelos










 As Confissões de Frei Abóbora

José Mauro de Vasconcelos

11ª Edição / São Paulo - 1974

Edições Melhoramentos 


SINOPSE

Sobrepondo os planos da acção e da memória numa narrativa não linear, com o propósito de questionar o sentido da existência humana, este romance tenso e intrigante acompanha a vida de Frei Abóbora que, depois de uma infância dolorosa e de várias paixões arrebatadoras, reencontra finalmente a inocência perdida nas criaturas ligadas à natureza: os bichos e os índios.

Comentário

Um livro que, ao jeito de José Mouro de Vasconcelos, trata e analisa os sentimentos mais profundos e os dilemas da vida, bem como as diferenças sociais numa sociedade desigual (seja no Brasil ou noutro pais qualquer). Numa narrativa ligeira faz o leitor despertar para uma realidade nem sempre consciente em cada um de nós. Nas "aventuras" do Frei Abóbora, algumas, chegam a ter graça, mas essencialmente está presente ao longo de toda a estória a humanidade e o amor desinteressado ao próximo e o respeito pela Natureza e pelo Outro.

Classificação 8/10.




quarta-feira, 30 de setembro de 2020

JUNOT - Em Portugal - Mário Domingues




JUNOT - Em Portugal

Evocação Histórica

Mário Domingues

Edições Romano Torres

Série «LUSÍADA»

Edição /1972





Comentário

É sempre com prazer que leio - Mário Domingues - . Neste titulo de Evocação Histórica da Série «LUSÍADA», há semelhança dos outros, o Autor descreve a época em causa -  1ª invasão Francesa, - com uma analise critica das causas e consequenciais  politicas e sociais, que envolveram este período dramático da História de Portugal e da Europa. Apesar de feita pela pena de um Jornalista, não um Historiador, não deixa de ser uma lição de história. Mário Domingues como historiador autodidacta, foi um dos maiores divulgadores, de História de Portugal.

Classificação: 10/10

 



segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Os livros podem passar por muitas mãos, ao longo da sua “vida”.

 Os livros podem passar por muitas mãos, ao longo da sua “vida”.

Este, - Compêndio de História de Portugal / Arsénio Augusto Torres de Mascarenhas
Edição: Livraria Pacheco – Lisboa /1926 -, Alguém o comprou no ano de 1929 (ou antes), em 1929 alguém o perdeu, “Encontrado na sala nº 6 em 8-3-929” , alguém o encontrou … alguém o vendeu… Eu o encontrei e comprei num Alfarrabista em 17 de Agosto de 2012



quinta-feira, 3 de setembro de 2020

DRÁCULA - O Príncipe de Muitos Rostos - RADU R. FLORESCU / RAYMOND T. MCNALLY

 


DRÁCULA

- O Príncipe de Muitos Rostos -

A Verdadeira História

Uma realidade que ultrapassa a ficção


RADU R. FLORESCU / RAYMOND T. MCNALLY 

Fronteira do Caos - Editores

1ª Edição - Porto - Maio 2007




Drácula, O Príncipe de Muitos Rostos, revela a extraordinária vida e época do infame Vlad Drácula, o Empalador (1431-1476). Temido pelos seus inimigos, imitado por líderes como Ivan, o Terrível, e ainda hoje enaltecido pelos seus compatriotas, foi uma das mais intrigantes personalidades da Europa do século XV.Vlad Drácula serviu igualmente de inspiração para o clássico romance de vampiros de Bram Stoker. No entanto, tal como a sua biografia o comprova, "o Drácula real é uma personagem muito mais interessante do que o vampiro da ficção...".

Cobrindo todos os aspectos da sua vida real e da lenda, este livro inclui ainda um capítulo fascinante sobre o mistério do túmulo vazio de Drácula."
(New York Times Book Review)

Comentário...

O Conde Drácula do romance (de ficção gótica) de  Bram Stoker é uma personagem criada pelo autor, ainda que inspirada na realidade.  Mas na realidade quem foi Drácula?

Radu Florescu e Raymond T. McNally, nesta – Bibliografia – Drácula O Príncipe de Muitos Rostos. A sua vida e a sua época - . Respondem à questão,  trazendo “à luz”  o verdadeiro Drácula – Vlad Drácula – o homem, o guerreiro, o Cavaleiro da Ordem do Dragão, o Príncipe, o Empalador, o “herói da Roménia”.  Nesta obra de rigor histórico, com anos de estudo e análise de documentação em vários Arquivos e Bibliotecas, ficamos a conhecer “ a verdadeira História, uma realidade que ultrapassa a ficção” Vlad Drácula, a sua personalidade é revelada pelo “levantamento” da sua vida, analisada no contexto da época em que viveu - sec. XV -, na Europa Oriental. Aqui conhecemos o Drácula o Empalador, que “reinou” nos territórios que hoje são a Roménia, personagem real, terrível, temido, sinistro, não muito diferente de outras personagens históricas, que são o fruto da sua época.

O livro não é fácil de ler, não só pela “violência” dos métodos usados pelo – Empalador – mas também pela informação histórica transmitida, obrigando a uma leitura mais atenta e cuidada, o que para o leitor menos interessado por História, pode ser algo cansativa, mas vale o esforço pela qualidade do "estudo" e pelo conhecimento da história de Vlad Drácula, da sua vida e a sua época.

Aliás esta é uma obra  de leitura obrigatória para os/as "apaixonados/as" por romance de ficção gótica, apreciadores das sagas de Vampiros e outros seres maléficos, para desfrutarem dos seus gostos literários, com um maior conhecimento da realidade histórica que está por trás do(s) mito(s).

Classificação: 9,5/10