MANUEL PINHEIRO CHAGAS
1ª Edição - Porto 2006
Editora: Fronteira do Caos
A Cozinheira de Castamar
OS SABORES DO AMOR NÃO CONHECEM BARREIRAS.
Espanha, 1720
Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.
Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.
Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.
Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.
Comentário
Fernando J. Múñez, neste Romance conseguiu (o que ambicionava) que o leitor ao longo da narrativa " Se se desvelou e sofreu, apaixonou e indignou, se se arrebatou e abandonou, inimizou e apaixonou pelas personagens que se encontram entre as páginas deste livro" Valeu a pena ler esta Obra.
Próximas leituras...
Obrigado! Fronteira do Caos
A CONSPIRAÇÃO DE PERNAMBUCOTítulo: D. Dinis
Autor: José Augusto de Souto Mayor Pizarro
Edição: Círculo de Leitores / 2005
Colecção | Nº: Reis de Portugal | VI
Filho de D. Afonso III e de D. Beatriz de Castela, D. Dinis foi o sexto monarca português. Nasceu em Lisboa, em 1261, e iniciou em 1279 um longo reinado de quase 46 anos, vindo a falecer em Santarém, em 1325. Vencedor em Alcañices, onde se definiu a fronteira política mais antiga e estável da Europa, e prestigiado internacionalmente, os últimos anos de reinado ficaram ensombrados pela guerra civil que opôs o monarca ao seu filho e herdeiro, mas parece que as cedências então obtidas pelo futuro D. Afonso IV não chegaram para empalidecer o impacto das medidas políticas levadas a cabo por D. Dinis. Com uma personalidade forte e determinada, inteligente e culto, poeta consumado, amante de mulheres e dos prazeres da caça, D. Dinis destaca-se, com justiça e por variadas razões, como um homem fascinante e como um dos monarcas que mais influenciou toda a história de Portugal.
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Comentário
Uma biografia de grande rigor histórico, o nome do Autor disso é garantia, onde nos é dado a conhecer um D. Dinis, não só - o Rei de cognome - O Lavrador - mas um outro D. Dinis, rei, marido, pai, pessoa, a quem ficaria melhor o cognome de - O Poeta. Uma leitura agradável e corrida sem a monotonia, que afasta alguns leitores deste género literário.
Classificação: 10/10
Terra Alta
Javier Cercas
Edição/reimpressão: 10-2020
Editor: Porto Editora
SINOPSE
Um crime terrível abala a pacata comarca da Terra Alta: os donos da sua maior empresa, as Gráficas Adell, aparecem mortos, barbaramente assassinados. Quem toma conta do caso é Melchor Marín, jovem polícia e leitor voraz que chegou de Barcelona quatro anos antes. Sobre os ombros carrega um passado obscuro que o converteu numa lenda junto das forças policiais, mas que ele acredita ter enterrado sob uma vida feliz como marido da bibliotecária da povoação e pai de uma menina chamada Cosette, tal como a filha de Jean Valjean, o protagonista d'Os Miseráveis, o seu livro preferido.
Com uma narrativa intensa e repleta de personagens memoráveis, este romance é uma reflexão lúcida sobre o valor da lei, a possibilidade de se fazer justiça e a legitimidade da vingança. Mas, mais do que tudo, é a epopeia de um homem em busca do seu lugar no mundo.
Comentário:
O enredo inicia com - um crime terrível numa pacata comarca da Terra Alta -, mas o essencial da narrativa não se enreda na investigação policial desse crime, é uma analise sobre o conceito de "certo" e "errado"; o "bem" e o "mal" os limites que separam o justo do injusto para Melchor Martin. A formação destes conceitos, na personalidade de Melchor Martin, têm três marcos importantes: a assassinato da mãe - a leitura de - Os Miseráveis de Victor Hugo - o assassinato de Olga. É este desenvolvimento da narrativa que torna o livro interessante.
Classificação: 8/10

Jorge Tuela
Edição: Autor
Data de Saída: 28 de Abril de 2020
Comentário:
Contos do Nordeste, alguns da
tradição popular do nordeste transmontano, outros, como o Autor afirma, inspirados
no “Folklore do Concelho de Vinhais” – P. Firmino Augusto Martins. Mas como… “quem
conta um conto acrescenta-lhe um ponto”, - Jorge Tuela – acrescentou-lhe, não
um ponto, mas a mestria de contar, ao modo transmontano, enriquecendo com vocabulário regional cada conto, fazendo lembrar os serões, nas aldeias transmontanas, em que
volta da lareira com toda a família reunida,
sentados nos escanos, contam-se lendas de mouras encantadas, velhas histórias
de bruxas e bruxedos.
Classificação
10/10
Voltada para o Mar
M. Amália R. C.
1ª Edição - Junho 2018
EDIÇÕES VIEIRA DA SILVA
Em 1896 Mestre Francisco comanda o «Senhor dos Passos» em mais uma das suas viagens comerciais pela costa Sul do País. A viagem é tormentosa e já ao abrigo da baía do Mira em Vila Nova de Milfontes, uma inesperada confusão instala-se entre o pessoal de bordo deixando a descoberto uma estranha mulher que se infiltrara na tripulação. A partir desse momento a vida de Mestre Francisco nunca mais será a mesma… Mais de um século depois, Júlia regressa a Portugal com o marido após a recente morte dos pais. Mas a fase de perdas ainda não está completa e é na mais penosa solidão que Júlia regressa à terra onde nasceu. É aí, nessa pequena terra da qual não tinha memória, que um passado de lendas e misteriosas personagens vem ao seu encontro. Perdida e atormentada, é na amizade de um desconhecido que encontra apoio para resistir à loucura, entender o passado e reencontrar-se…
Comentário.
Foi com alguma curiosidade que iniciei a leitura
deste livro, mas sem grandes expectativas tratando-se da obra de uma
escritora para mim desconhecida. Sobre a Autora e este seu primeiro romance nada
sabia, o título - Voltada Para o Mar (Um olhar sobre a lenda de Vila Nova de
Milfontes), transmitiu-me a ideia de se tratar de um trabalho sobre a lenda e a
história de Vila Nova de Milfontes.
Mas logo nas primeiras páginas percebi que aquela
ideia retirada do título, não podia estar mais errada, minha culpa … minha
grande culpa … (imperdoável num leitor com muitos…muitos livros lidos) … não se
conhece o livro pelo título ou pela capa, … este é bem o exemplo disso.
Voltada Para o Mar, pode ser um olhar sobre a lenda de Vila Nova de Milfontes, mas deste olhar resultou um bom romance, bem estruturado, com uma narrativa simples numa prosa por vezes quase poética, de leitura fácil que prende o leitor a cada página e o leva num crescendo de interesse até ao fim.
A combinação entre o “mundo espiritual e ou mágico - o olhar sobre a lenda – com o “real” entra na narrativa com naturalidade não perdendo o encanto mágico da lenda, cumprida no epílogo com a imagem – “ Juntos manobram o leme, e o «Senhor dos Passos» voltou ao oceano, desaparecendo nas brumas para não mais voltar.
As Confissões de Frei Abóbora
José Mauro de Vasconcelos
11ª Edição / São Paulo - 1974
Edições Melhoramentos
Sobrepondo os planos da acção e da memória numa narrativa não linear, com o propósito de questionar o sentido da existência humana, este romance tenso e intrigante acompanha a vida de Frei Abóbora que, depois de uma infância dolorosa e de várias paixões arrebatadoras, reencontra finalmente a inocência perdida nas criaturas ligadas à natureza: os bichos e os índios.
Comentário
Um livro que, ao jeito de José Mouro de Vasconcelos, trata e analisa os sentimentos mais profundos e os dilemas da vida, bem como as diferenças sociais numa sociedade desigual (seja no Brasil ou noutro pais qualquer). Numa narrativa ligeira faz o leitor despertar para uma realidade nem sempre consciente em cada um de nós. Nas "aventuras" do Frei Abóbora, algumas, chegam a ter graça, mas essencialmente está presente ao longo de toda a estória a humanidade e o amor desinteressado ao próximo e o respeito pela Natureza e pelo Outro.
Classificação 8/10.
JUNOT - Em Portugal
Evocação Histórica
Mário Domingues
Edições Romano Torres
Série «LUSÍADA»
Edição /1972
Comentário
É sempre com prazer que leio - Mário Domingues - . Neste titulo de Evocação Histórica da Série «LUSÍADA», há semelhança dos outros, o Autor descreve a época em causa - 1ª invasão Francesa, - com uma analise critica das causas e consequenciais politicas e sociais, que envolveram este período dramático da História de Portugal e da Europa. Apesar de feita pela pena de um Jornalista, não um Historiador, não deixa de ser uma lição de história. Mário Domingues como historiador autodidacta, foi um dos maiores divulgadores, de História de Portugal.
Classificação: 10/10
Os livros podem passar por muitas mãos, ao longo da sua “vida”.
DRÁCULA
- O Príncipe de Muitos Rostos -
A Verdadeira História
Uma realidade que ultrapassa a ficção
RADU R. FLORESCU / RAYMOND T. MCNALLY
Fronteira do Caos - Editores
1ª Edição - Porto - Maio 2007
Drácula, O Príncipe de Muitos Rostos, revela a extraordinária vida e época do infame Vlad Drácula, o Empalador (1431-1476). Temido pelos seus inimigos, imitado por líderes como Ivan, o Terrível, e ainda hoje enaltecido pelos seus compatriotas, foi uma das mais intrigantes personalidades da Europa do século XV.Vlad Drácula serviu igualmente de inspiração para o clássico romance de vampiros de Bram Stoker. No entanto, tal como a sua biografia o comprova, "o Drácula real é uma personagem muito mais interessante do que o vampiro da ficção...".
O Conde Drácula do romance (de
ficção gótica) de Bram Stoker é uma
personagem criada pelo autor, ainda que inspirada na realidade. Mas na realidade quem foi Drácula?
Radu Florescu e Raymond T.
McNally, nesta – Bibliografia – Drácula O Príncipe de Muitos Rostos. A sua vida
e a sua época - . Respondem à questão, trazendo
“à luz” o verdadeiro Drácula – Vlad Drácula
– o homem, o guerreiro, o Cavaleiro da Ordem do Dragão, o Príncipe, o Empalador,
o “herói da Roménia”. Nesta obra de
rigor histórico, com anos de estudo e análise de documentação em vários
Arquivos e Bibliotecas, ficamos a conhecer “ a verdadeira História, uma
realidade que ultrapassa a ficção” Vlad Drácula, a sua personalidade é revelada
pelo “levantamento” da sua vida, analisada no contexto da época em que viveu -
sec. XV -, na Europa Oriental. Aqui conhecemos o Drácula o Empalador, que “reinou”
nos territórios que hoje são a Roménia, personagem real, terrível, temido, sinistro,
não muito diferente de outras personagens históricas, que são o fruto da sua época.
O livro não é fácil de ler, não só pela “violência” dos métodos usados pelo – Empalador – mas também pela informação histórica transmitida, obrigando a uma leitura mais atenta e cuidada, o que para o leitor menos interessado por História, pode ser algo cansativa, mas vale o esforço pela qualidade do "estudo" e pelo conhecimento da história de Vlad Drácula, da sua vida e a sua época.
Aliás esta é uma obra de leitura obrigatória para os/as "apaixonados/as" por romance de ficção gótica, apreciadores das sagas de Vampiros e outros seres maléficos, para desfrutarem dos seus gostos literários, com um maior conhecimento da realidade histórica que está por trás do(s) mito(s).
Classificação: 9,5/10