Factos Memoráveis da História de Portugal
Luís de Almeida Macedo
1ª edição - Setembro 2017
Factos Memoráveis da História de Portugal
Luís de Almeida Macedo
1ª edição - Setembro 2017
FELECIANO
A.M. Pires Cabral nasceu em Chacim, Macedo de Cavaleiros, em 1941. Licenciou-se em Filologia Germânica. Foi professor e animador cultural. Publicou vários volumes de crónicas e de ficção, tendo ganho o Prémio Círculo de Leitores, o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco e o Grande Prémio de Literatura
É com orgulho como Macedense que publico esta entrada no meu "blogue"
SINOPSE
UM ROMANCE PICARESCO, RETRATO DE PORTUGAL NO SÉCULO XX
Ninguém pense que o nosso protagonista, lá por ter recebido na pia o nome de Feliciano, reforçado pelo sobrenome de Boaventura, foi um homem feliz. Pelo contrário, foi a mais infeliz das criaturas, a quem tudo de mal aconteceu na sua existência breve, desde o berço até à cova. Seria caso para dizermos que o nome da personagem é tragicamente irónico — se não soubéssemos que é antes um inofensivo divertimento do autor.
Feliciano é em primeiro lugar a história das mil desventuras de um homem malfadado, que aos poucos o vão levando à loucura e à morte. É também o retrato de uma vila do interior, com as suas figuras típicas e os seus tiques, e do seu confronto com os novos tempos que desembocam no 25 de Abril. E é ainda uma reflexão sobre o mistério da sorte e do azar.
A ESTREIA DO AUTO DA ÍNDIA - ROMANCE HISTÓRICO -
Edição/reimpressão: Abril de 2021
Circulo de Leitores / Editor: Temas e Debates
Numa tarde de primavera do ano de 1509, a pacatez de Almada é sobressaltada pelo aparecimento de Zeferino, um antigo degredado, regressa da
Índia e encontra a sua esposa casada com o sobrinho do alcaide; o degredado
percebe então que a sua morte tinha sido anunciada havia sete anos. E, embora
seja atirado de novo para os calabouços, Zeferino não desiste da sua Filipa. No
mesmo dia começam a chegar à vila Gil Vicente e os atores que iriam representar
dentro de poucas semanas o Auto da Índia. A protagonista do auto é uma
cristã-nova, de memórias tristes, que tem o seu marido na Índia. Entretanto, o
desassossego toma conta da vila: Vasco de Melo, chefe dos espiões d’el-rei, e
os seus auxiliares montam o cerco a um pirata e em poucos dias ocorrem quatro
assassinatos, envoltos num mistério insolúvel; a única pista é uma velha, logo
transformada em bruxa, mas o alcaide também levanta suspeitas. Finalmente, a
vila sossega e a rainha D. Leonor assiste à estreia do Auto da Índia sem saber
que perto de si está a pessoa responsável pelos terríveis quatro crimes que
atemorizaram a vila; enquanto isso uma nau da Índia chegava a Cascais e o
enredo teatral torna-se realidade.
O SEGREDO DO MERCADOR DE LIVROS
1ª Edição Maio 2021
Chancela: Clube do Autor
SINOPSE
O Segredo do Mercador de Livros transporta o leitor para a Europa do
século XIII. Numa época marcada pela ignorância, esta é a história da
demanda de um homem pela sabedoria, uma busca forte e determinada que abala os
poderes instituídos.
A fama de
Ignazio de Toledo precede-o. O famoso caçador de relíquias viaja pela Europa
medieval à procura de manuscritos raros. Quando um segredo do seu passado
desperta a atenção dos frades dominicanos e ameaça o legado do rei Afonso IX de
Leão, o mercador vê-se enredado num conspiração vertiginosa e sem precedentes.
Tal como já
habituou os seus leitores, Marcello Simoni volta a oferecer-nos uma verdadeira
viagem no tempo, não apenas pelo rigor da reconstrução histórica, mas também
pelo realismo com que retrata crenças, esperanças, desejos e medos de quem
viveu na época.
Comentário:
Uma demanda, na Idade Média, em busca de saberes antigos, com aventura, acção, onde não falta, mistério, intriga, vingança. Todos estes jogos de poder e interesses com contornos políticos, religiosos e pessoais, estão bem caracterizados no contexto da Idade Média.
Classificação: 8/10
SINOPSE
Lisboa,
final do século XX, Maria do Carmo passeia toda a sua solidão pela margem do
Tejo levando consigo a tristeza e o vazio de uma vida onde apenas no trabalho
encontra conforto. Simultaneamente, os jovens Zé Diogo e Marta celebram
pequenas vitórias e fazem entusiásticos planos para o futuro. Mas a vida é
cheia de surpresas, principalmente quando algumas pessoas se consideram no
direito de a manipular em seu benefício. "Tão Perto" não é só um
romance de amor e enganos, é também uma história de amizade, lealdade e de um
doloroso despertar para a vida.
Comentário:
"Tão Perto..." é pela realidade - ficcionada - que nos conta, mais que uma simples estória de amor, enganos, amizade, solidão, tristeza. "Tão Perto..." é uma "parábola" da vida de cada um, que nos demonstra que na vida o outro lado - amor, enganos, amizade, solidão, tristeza - por vezes está "Tão Perto...".
"Tão Perto..." vale a pena ser lido porque a sua "escrevedora" consegue numa escrita simples, mas estimulante, cativar o leitor página a página, levando-o a despertar para que aquilo "... que tanta falta fizera ao longo da vida, afinal sempre estivera tão preto..."
Classificação 9/10
D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei
Isabel Stilwell
Editor: Editorial Planeta
Edição: Junho de 2020
Uma história extraordinária de aventura
e crueldade, riqueza e desgraça, amor e ódio.
Justa, a sua querida ama, não
duvidava de que era o Escolhido, aquele que as profecias anunciavam estar
destinado a reconquistar Jerusalém, e a unir os homens sob a mesma Fé.
Não nasceu para ser rei, mas a
roda da fortuna tornou-o duque de Beja e herdeiro de D. João II. Viu
morrer o sobrinho e assassinar irmão e cunhado para subir ao trono a 27
de outubro de 1495.
As naus do Venturoso chegaram à
Índia e ao Brasil construindo um Império, digno do rei mago do Ocidente,
como, em segredo, se intitulava.
Ao som da música, tornou Lisboa
no centro do comércio das especiarias, as suas ruas animadas por
mercadores, espiões, intrigas e riquezas nunca antes vistas.
Isabel, viúva de Afonso, filho de
D. João II, resistiu ao casamento. Queria viver a sua tristeza em paz. Mas
Manuel era determinado. Desde aquele dia em que os seus olhares se cruzaram em
Moura, sabia que Isabel havia de ser sua. Por ela faria tudo, inclusive
expulsar os hereges de Portugal, e depois os judeus. Mas mais uma vez a
roda da fortuna girava e a sua felicidade durou pouco.
Isabel morria no parto, e o seu
único filho não sobreviveria. Era preciso garantir a descendência. Maria,
irmã de Isabel, esperara, apaixonada, e o seu tempo tinha chegado. Seria
rainha de Portugal e mãe de dez filhos, entre eles seis varões.
Comentário:
Isabel Stilwell, mais uma vez, em - D. Manuel I - Duas Irmãs para um Rei - dá "vida" à História, com sua arte de contar "estorias", transporta o leitor para o final do sec. XV - inicio do sec XVI, pela sua "pena" estamos presentes no dia a dia da corte do Rei D. João II e D. Manuel I, assistimos ao "acontecer" da história, tal é a verossimilhança da sua narrativa, pela forma perfeita como a ficção se mistura com os factos históricos, sempre enquadrada no contexto da época, sem por em causa a verdade histórica.
Classificação: 10/10
António Quadros, nasceu em Lisboa, no dia 14 de Julho de 1923,
filho dos escritores Fernanda de Castro e António Ferro. Formou-se em Ciências
Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo
cerca de 35 obras publicadas. Recebeu diversos prémios pela sua atividade
literária e colaborou em diversas publicações. Escreveu para o Diário de Notícias, o Diário Popular, o Jornal de Letras e a revista Ler, entre outras. Fez traduções de autores
franceses, entre os quais Georges Duhamel, André Maurois, Jean Cocteau e Albert
Camus.
Brilhante conferencista e orador, dirigiu o
Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, fundou o
IADE, onde lecionou História da Arte. Pertenceu ao Grupo da Filosofia
Portuguesa e integrou também a International Society for
Education through Art, órgão consultivo da UNESCO, de que foi delegado
em Portugal até 1981.
Faleceu no dia 21 de Março de 1993, Dia Mundial da
Poesia.
SINOPSE -
PORTUGAL RAZÃO e MISTÉRIO – António
Quadros
“ UMA DAS MAIS IMPORTANTES OBRAS
SOBRE A HISTÓRIA DO NOSSO PAÍS “
Pensa PORTUGAL, numa reflexão Filosófica sobre a
Nossa História – do antes e do durante de Portugal – levando-nos numa procura –
metafísica – à descoberta do “SER”, da razão do “SER” e o mistério de “SER”. É a
resposta – às questões – “de onde? ”; “o quem”; “o porquê?” de Portugal, concluindo, - com Fernando Pessoa -, “Senhor, falta cumprir-se Portugal”.
Diria que é a mais importante obra de Filosofia da História de Portugal.
Classificação 10/10
Os Canibais e Outros Contos
Álvaro Carvalhal
Editor: Livros do Brasil
Colecção: Clássicos Portugueses
Edição/reimpressão: 04-2021
ÁLVARO DO CARVALHAL Nasceu em Padrela, no concelho de Valpaços, a 3 de fevereiro de 1844. Iniciou a sua atividade literária com 17 anos, quando, ainda aluno do liceu, publica a peça O Castigo da Vingança. A escolha de temas profundamente inquietantes, onde se cruzam o fantástico, o exótico, a ironia e o medo, fazem dele um caso singular na literatura oitocentista portuguesa. Longo seria o caminho até que as letras portuguesas lhe abrissem o seu corredor, reconhecendo o valor inestimável das narrativas recolhidas em Contos, que tentou ao máximo preparar antes de ser vitimado por um aneurisma. Morreu a 14 de março de 1868, com apenas 24 anos, enquanto frequentava o quarto ano de Direito na Universidade de Coimbra.
SINOPSE
Acometido por um aneurisma, Álvaro do Carvalhal esforçou-se até ao fim para terminar os seus Contos, seis histórias de humor negro onde o sobrenatural invade, sem concessões, o consciente do leitor. Nesta viagem, será impossível desviar o olhar dos fantasmas que se abeiram para dominar a noite, esquecer as trágicas vidas dos casais interrompidas pela vingança e pelo ciúme, ou o delírio de um jogador viciado. Em «Os Canibais», o conto de culto do género fantástico português que empresta o título a este livro, adaptado habilmente ao cinema por Manoel de Oliveira, seguimos o desespero de Margarida e do visconde de Aveleda, separados por um corpo monstruosamente mutilado… Embora excluído do cânone literário oitocentista por ser tido como escritor maldito, Álvaro do Carvalhal ensaia aqui uma das experiências mais notáveis do romantismo português, dada à estampa pela primeira vez em 1868